Avaliação do efeito da fidelidade de implementação nos resultados do Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Gusmões, Júlia Dell Sol Passos [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/67594
Resumo: Objetivo: Avaliar a fidelidade de implementação do PROERD e seu efeito no uso de drogas entre adolescentes. Métodos: Esse é um estudo de métodos mistos, onde foram realizadas observações da formação dos policiais instrutores e da aplicação de 30 aulas do programa em sala de aula. Ainda, os 19 policiais instrutores preencheram um formulário de fidelidade ao final de todas as lições ministradas e participaram de uma entrevista semiestruturada sobre a rotina de aplicação do PROERD. O ensaio controlado randomizado (ECR) para a avaliação da efetividade dos dois currículos do PROERD (5º e 7º anos) e as questões fechadas dos formulários de fidelidade formaram o eixo quantitativo e observações, entrevistas e questões abertas dos formulários de fidelidade formaram o eixo qualitativo. Os dados qualitativos foram submetidos a análise temática com suporte do software ATLAS.ti © versão 7.5.4. Os dados quantitativos dos formulários de fidelidade foram divididos em baixa e alta fidelidade e incorporados ao banco de dados da ECR para que análise de modelo linear de efeitos mistos fosse realizada através de STATA 17.0. Resultados: Apesar de não apresentarem efeito na efetividade do programa, alterações são realizadas pelos instrutores a fim de viabilizar o programa na realidade das escolas públicas de São Paulo. Além disso, também foi possível identificar que a formação de 40 horas que os policiais fazem para se tornarem instrutores pode não ser suficiente para abarcar questões de didática em sala de aula e, também, informações sobre drogas. Conclusão: Para que o PROERD seja viável em escolas públicas brasileiras, é necessário que haja a adaptação cultural do programa de acordo com a realidade do país e, ainda, que a formação de instrutores seja revisada com o auxílio dos desenvolvedores do D.A.R.E. kiR.