Desenvolvimento de adenovírus helper de sistema adenoviral de alta capacidade capaz de expressar biomoléculas com atividade antitumoral

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Toneto, Nicholas Pietro Agulha [UNIFESP]
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69259
Resumo: Os vetores adenovirais são os mais utilizados para transferência de genes em ensaios clínicos de terapia gênica. Isso se atribuí principalmente por apresentarem alta capacidade de armazenamento e expressão gênica e menos efeitos genotóxicos. Além disso, os vetores adenovirais de alta capacidade apresentam menor imunogenicidade, o que se deve à remoção de todos os genes virais, porém dependem de um vírus helper para sintetizar a partícula viral e assim serem obtidos. No entanto, no processo de produção viral, existe a possibilidade de contaminação pelo vírus helper, que não apresenta o gene terapêutico, o que reduz a eficácia da terapia gênica. Portanto, nosso objetivo é eliminar essa contaminação, e para atingir este objetivo, o vetor adenoviral de alta capacidade e o vírus helper terão limitações de empacotamento, devido à especificidade do sorotipo da sequência de empacotamento e das proteínas envolvidas neste processo. Paralelamente, faremos a triagem de um banco de bactérias de compostagem e de extratos de origem vegetal, afim de encontrar novos compostos com atividade antitumoral contra células de câncer de próstata. Essa coleção de bactérias foi obtida no Zoológico de São Paulo durante um Projeto Temático da FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) e os extratos vegetais foram fornecidos pelo Prof. Dr. João Lago da UFABC. Os vetores adenovirais foram clonados por arranjo de Gibson e técnicas clássicas de biologia molecular. As biomoléculas de origem bacteriana e vegetal foram avaliadas quanto à redução da viabilidade celular, e com os compostos de plantas já identificados e isolados foram realizados outros ensaios como determinação do IC50, proliferação celular e morte celular. Identificamos moléculas bioativas com atividade antitumoral, com foco principal nas células do câncer de próstata. E quanto ao vetor helper, obtivemos o vetor através de clonagens porém não conseguimos sintetizar o vírus. Dessa forma, uma perspectiva desses trabalhos será o uso do vetor adenoviral de alta capacidade com contaminação menor ou zero do vírus helper para expressar moléculas de origem bacteriana ou vegetal com atividade antitumoral