Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Castro, Braian Valério Cassiano [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69014
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Resumo: |
Objetivo: Definir o perfil epidemiológico das intoxicações no Brasil, de 2007 a 2019. Métodos: Trata-se de um estudo ecológico de séries temporais, sobre intoxicações agudas no Brasil, no período de 2007 a 2019. Os dados foram extraídos do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), por meio do TABNET, software desenvolvido pelo DATASUS que dá acesso a base de dados de domínio público do Ministério da Saúde. Através da estatística descritiva, os resultados foram estratificados para análise por macrorregiões (Sudeste, Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste) de acordo com variáveis demográficas individuais (sexo e idade) e variáveis de exposição (circunstância e agentes tóxicos). Outrossim, foram calculados os indicadores de saúde: incidência, letalidade, mortalidade geral e específica. O modelo de Prais Winsten foi utilizado para analisar a tendência da série temporal. Resultados: Observou-se um aumento de 684,35% no número de notificações de 2007 a 2019. Considerando a distribuição das notificações por sexo, a maioria das intoxicações ocorreram em pacientes do sexo feminino (55,6%; n=648.390), enquanto a maior parte dos óbitos (59,6%; n=7.076) no sexo masculino. A faixa etária mais notificada no período foi a dos adultos (20 a 59 anos), e o agente tóxico medicamento e a circunstância tentativa de suicídio foram as principais relacionadas ao número de casos novos e aos óbitos. Referente aos indicadores de saúde, a maior incidência e mortalidade ocorreram na região Sul (59,1 casos por 100.000 habitantes e 6,91 óbitos por 1.000.000 de habitantes, respectivamente). Semelhantemente às notificações segundo o sexo, em todas as grandes regiões e no Brasil, a maior incidência se deu no sexo feminino (48,9 casos por 100.000 habitantes) e a maior mortalidade no sexo masculino (5,56 óbitos por 1.000.000 habitantes), contudo, apesar das notificações terem sido mais frequentes nos adultos, a incidência foi maior nas crianças (≤ 9 anos). Em relação aos agentes tóxicos, quase metade dos casos incidentes no período analisado foram pelo uso de medicamento (43,7%; 19,61 casos por 100.000 habitantes), seguido pela droga de abuso (11,9%; 5,33 casos por 100.000 habitantes) e alimento e bebida (8,2%; 3,69 casos por 100.000 habitantes). No que tange as circunstâncias envolvidas, nota-se a tentativa de suicídio (38,1%; 17,09 casos por 100.000 habitantes) como principal, seguido do uso acidental (18,6%; 8,3 casos por 100.000 habitantes) e abuso (12,4%; 5,57 casos por 100.000 habitantes). Por fim, observou-se a tendência ascendente da incidência e da mortalidade geral em todas as macrorregiões e no país. Conclusões: Os resultados epidemiológicos encontrados na população brasileira permitem concluir que as intoxicações agudas ocorrem mais frequentemente e são mais incidentes no sexo feminino, pelo uso de medicamentos e no contexto de tentativa de suicídio, principalmente nas macrorregiões Sul e Sudeste. O adulto é o grupo etário majoritariamente notificado, contudo a incidência é maior nas crianças, sobretudo pelo uso acidental. Os óbitos, a letalidade e a mortalidade geral foram maiores no sexo masculino e configura-se uma tendência ascendente da mortalidade geral e da incidência nos próximos anos. Os resultados, portanto, poderão nortear ações de promoção e prevenção de saúde no país. |