Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Araújo, Eduardo Silva [UNIFESP] |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de São Paulo
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.unifesp.br/handle/11600/69503
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Resumo: |
A conectividade social enquanto medida do quanto as pessoas se sentem integradas e/ou compartilham recursos pessoais está associada a saúde mental e prevenção de comportamentos de risco na adolescência. A necessidade de distanciamento/isolamento social decorrente da pandemia impôs um redimensionamento muito intenso das expressões da conectividade social, em meio a um ambiente de estresse. Um impacto maior a partir de experiências desafiadoras pode ocorrer na adolescência, fase da vida em que as mudanças sociais e neurobiológicas da cognição social são naturalmente intensas. Desta forma, o objetivo deste estudo foi investigar as associações entre indicadores de conectividade social, resiliência e a percepção autorreferida de estresse relacionada à experiência traumática da pandemia e ao isolamento social em adolescentes, bem como avaliar a presença de problemas de comportamento heterorreferidos por seus pais. Para tanto, foram convidados a responder um formulário on-line adolescentes entre 12 e 19 anos de idade, de uma escola privada através de e-mails institucionais. Os dados da conectividade social e saúde mental dos adolescentes foram tratados através de análise descritiva e correlacional de dados, a fim de encontrar as possíveis relações entre as variáveis pesquisadas. Houve uma correlação positiva entre os escores de conectividade e de resiliência. Encontrou-se ainda uma correlação de menor intensidade e inversamente proporcional entre os escores de TEPT e conectividade. Os dados encontrados reforçam a importância da conectividade como um fator protetivo no âmbito da saúde mental atuando em aspectos cruciais como a resiliência, favorecendo o enfrentamento de experiências adversas e potencialmente traumáticas. Este estudo contribui para uma melhor compreensão das repercussões psicossociais da pandemia e do isolamento social sobre o desenvolvimento socioafetivo de adolescentes e fornece bases para intervenções que promovam o bem-estar e resiliência após a vivência de situações ameaçadoras. |