Manejo dos resíduos hospitalares e riscos ambientais em Boa Vista, Roraima

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Ana Maria Fernandes Rabelo lattes
Orientador(a): Marcos José Salgado Vital lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Roraima
Programa de Pós-Graduação: Programa de Recursos Naturais - PRONAT
Departamento: Não Informado pela instituição
País: BR
Link de acesso: http://www.bdtd.ufrr.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=23
http://www.bdtd.ufrr.br/tde_busca/arquivo.php?codArquivo=24
Resumo: O foco principal da pesquisa se concentrou em estudar o manejo de resíduos sólidos de hospitais de Boa Vista e os riscos ambientais gerados no descarte final desses resíduos de forma inadequada. A pesquisa foi realizada no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth, Hospital Geral de Roraima Rubens de Sousa Bento e Hospital da Criança Santo Antônio. As informações sobre o gerenciamento e fases de produção dos resíduos foram colhidas através de entrevistas e questionários, aplicados aos funcionários dos hospitais e higienizadores das empresas prestadoras de serviços. Na área de disposição final dos RSS, no aterro sanitário, as informações foram obtidas através de questionários e entrevistas com os catadores de lixo, com o gerente do aterro e o fiscal da Prefeitura que acompanhou a pesquisa no local. Para as análises microbiológicas da água utilizou-se a técnica do Número Mais Provável com cinco diluições. Os resultados mostraram que no Hospital Materno Infantil Nossa Senhora de Nazareth e no Hospital da Criança Santo Antônio, o Programa de Gerenciamento dos Resíduos Sólidos dos Serviços de Saúde (PGRSS) não atende as exigências legais nas fases de produção dos resíduos, enquanto que no Hospital Geral de Roraima Rubens de Souza Bento, o programa ainda está em fase de adaptação às exigências legais dos órgãos competentes. Constatou-se degradação no solo, agressões à mata ciliar no entorno do aterro sanitário e densidades elevadas de coliformes termotolerantes nas amostras de água coletadas no afluente e no igarapé Auai Grande, o que sugere água do tipo 3, considerada imprópria para balneabilidade e potabilidade.