Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2006 |
Autor(a) principal: |
Azevedo, Vlamir Fortes de |
Orientador(a): |
Carmo, Margarida Goréte Ferreira do
 |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Fitotecnia
|
Departamento: |
Instituto de Agronomia
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Palavras-chave em Inglês: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/13731
|
Resumo: |
O tomateiro é uma espécie altamente suscetível a um grande número de pragas e doenças, o que dificulta o seu cultivo em sistemas orgânicos de produção, principalmente quando conduzida em ambiente não-protegido. Assim, novas tecnologias que possam vir a viabilizar o seu cultivo em sistemas orgânicos devem ser testadas, visando não só o aumento da produção, como também a redução dos problemas fitossanitários. Entre os fatores que podem ser trabalhados estão o espaçamento e a eliminação sistemática das hastes laterais, prática esta conhecida como desbrota , deixando-se uma ou mais hastes por planta. Como o grupo do tomate cereja apresenta frutos pequenos, o tamanho do fruto não afeta significativamente a sua valorização no mercado. O objetivo do presente trabalho foi avaliar o efeito do número de hastes por planta, combinado com diferentes espaçamentos, sobre a produtividade e a qualidade de frutos de tomate tipo cereja e o gasto com mão-de-obra para se efetuar a desbrota. Para tanto, foram realizados dois ensaios no Campo Experimental da Horticultura do Departamento de Fitotecnia da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, em Seropédica-RJ, nos períodos de primavera-verão de 2004 e outono-inverno de 2005. No primeiro ensaio, foram avaliados os efeitos da combinação de três formas de condução (sem tutoramento e sem limitação do número de hastes por planta; tutoramento e condução de uma haste por planta e, tutoramento e condução de duas hastes por planta), três espaçamentos entre plantas (0,4, 0,6 e 0,8 m) e duas cultivares de tomate cereja, o híbrido Super-Sweet e a variedade Perinha . O espaçamento entre linhas utilizado foi 1,5 m. No segundo ensaio, foram avaliados os efeitos da combinação entre três formas de condução (sem tutoramento e sem limitação do número de hastes por planta; tutoramento e condução de duas hastes por planta e, tutoramento e condução de três hastes por planta) e duas cultivares de tomate cereja, o híbrido Super-Sweet e variedade A . O espaçamento adotado foi de 0,6 m entre plantas e 1,0 m entre linhas. No cultivo realizado no período de primavera-verão, observou-se que o sistema não tutorado apresentou produtividade de frutos comerciais igual estatisticamente à do tratamento onde as plantas foram conduzidas sob tutoramento e mantendo-se duas hastes por planta. O tratamento onde não foi feita a condução das plantas apresentou, ainda, menor custo de produção, decorrente do fato de não se ter gasto mão-de-obra para a prática da desbrota. No cultivo realizado no período de outono-inverno, no entanto, observou-se redução acentuada do número de colheitas neste sis tema devido, principalmente, ao ataque severo de requeima. Neste mesmo período, constatou-se que o sistema de condução com três hastes foi o que proporcionou maior produtividade de frutos comerciais, porém com maior custo de produção devido ao aumento do gasto com mão-de-obra para realização da referida operação. |