Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Mesquita, Fernanda de Carvalho
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Orientador(a): |
Melo, Rosane Braga de |
Banca de defesa: |
Correa, Jane,
Gomes, Ana Lúcia Sampaio Ferreira |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
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Departamento: |
Instituto de Educação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Palavras-chave em Inglês: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/14512
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Resumo: |
O presente trabalho teve como objetivo buscar evidências de validade de critério e validade convergente entre três instrumentos de avaliação da Consciência Fonológica, quais sejam, o Roteiro de Avaliação da Consciência Fonológica (RACF), a Prova de Consciência Fonológica por Produção Oral (PCFO) e o Consciência Fonológica: Instrumento de Avaliação Sequencial (CONFIAS). Ao lado disso, procurou-se destacar os instrumentos nos quais as crianças apresentaram melhores e piores resultados; identificar eventuais diferenças entre as crianças avaliadas no que se refere ao sexo, ano escolar e idade; verificar a intensidade da correlação entre o TDE - Leitura, os instrumentos de avaliação da Consciência Fonológica e seus subtestes; e averiguar se as crianças que apresentam bons resultados nos instrumentos de avaliação da Consciência Fonológica também apresentam bons resultados no TDE Leitura. Embora a Consciência Fonológica seja apontada em diversas pesquisas como uma das habilidades precursoras para a aquisição da leitura e da escrita, e uma avaliação bem sucedida dessa habilidade possa indicar aos professores e aos profissionais da área eventuais dificuldades dos escolares nesse aprendizado, constata-se que o Brasil carece de uma reflexão sobre os instrumentos que já existem, sobretudo, de um trabalho que apresente evidências de validade e os índices de convergência entre os instrumentos. Há estudos que indicam evidências de validade entre o RACF e a PCFO, entretanto essas análises não contemplam o CONFIAS. Eis onde se inscreve o presente estudo, pois adicionamos às análises de validade já existentes entre os dois instrumentos (RACF e PCFO) a evidência de validade do CONFIAS, e verificamos se haveria validade de critério nos três instrumentos e de convergência entre os entre instrumentos (RACF, PCFO e CONFIAS). Participaram do estudo 131 crianças, de ambos os sexos, entre 6 e 8 anos, frequentadoras do 1° ao 3° ano do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Seropédica – RJ. Os resultados mostraram que há validade de critério concorrente nos três instrumentos, tanto por ano escolar, tanto por habilidade de leitura, e validade convergente entre eles, sendo a relação de maior intensidade entre a PCFO e o CONFIAS. Verificamos que o instrumento mais fácil e o mais difícil para nossa amostra, respectivamente, foi o RACF, que se mostrou um instrumento de rastreio e a PCFO, que se mostrou um instrumento que discrimina apenas os leitores habilidosos. Houve diferenças entre os sexos somente no RACF e no subteste de identificação de rima do CONFIAS, nos quais as meninas apresentaram melhores resultados e todos os instrumentos discriminaram as crianças por ano escolar e por idade. Além disso, o instrumento de avaliação da Consciência Fonológica que obteve melhor correlação com a leitura foi a PCFO e os subtestes que melhor se correlacionaram com a leitura foram os fonêmicos. Por fim, as crianças que apresentaram melhor desempenho nos instrumentos de avaliação da Consciência Fonológica são as mesmas que apresentaram melhor desempenho no TDE Leitura. |