Estudo microbiológico e citológico do trato genital de gatas domésticas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Andrade, Juliana Braga de lattes
Orientador(a): Jesus, Vera Lucia Teixeira de lattes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Microbiologia Veterinária
Departamento: Instituto de Veterinária
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://rima.ufrrj.br/jspui/handle/20.500.14407/14297
Resumo: No presente estudo foi realizada a coleta de material vaginal para as avaliações microbiológicas e citológicas em 39 gatas domésticas, divididas em dois grupos, sendo o primeiro composto de 21 animais inteiros e outro com 18 fêmeas castradas, aparentemente saudáveis, com idade variando de seis meses a 12 anos, de diferentes raças, provenientes de criações domiciliares e particulares do município do Rio de Janeiro. Após a contenção mecânica das fêmeas e limpeza da região vulvar, iniciou-se o procedimento para o isolamento microbiológico, para tal foram necessários dois swabs pediátricos estéreis, previamente umedecidos com solução salina estéril a 0,9%. O primeiro swab foi utilizado para o isolamento bacteriano, sendo acondicionado em meio de transporte Agar Nutriente. O segundo swab para o isolamento fúngico, transportado em Água Peptonada a 1%. Após a coleta, ambos foram mantidos sob refrigeração e encaminhados para análise. Em seguida procedeu-se a coleta para análise citológica com a utilização da escova interdental fina. Os esfregaços foram fixados em álcool absoluto e corados pelo método de coloração rápida (Diff Quick®). Em relação aos dois grupos estudados observou-se diferenças quanto ao número e as espécies bacterianas encontradas. O primeiro grupo teve maior freqüência de Edwardsiella tarda (19,04%) seguido de Enterobacter spp e Streptococcus spp, ambos com 17 isolados (16,19%). Em relação aos animais castrados do segundo grupo, houve maior predominância de Enterobacter spp (16,88%) e de Escherichia coli e Pseudomonas aeruginosa com a mesma proporção (14,28%). No isolamento e identificação fúngica, foi possível também observar diferenças quanto aos isolados em relação aos grupos. No primeiro grupo houve 30,5% de Candida spp, seguido de Aspergillus spp (18,64%) e Curvularia (11,86%). No segundo grupo de animais castrados, houve maior freqüência de Penicillium spp (25%), Cladosporium (18,75%) e Candida spp (16,66%). Sobre a associação entre os exames microbiológicos e colpocitológicos, observou-se uma concordância entre os dois métodos auxiliares de diagnóstico da microbiota vaginal de gatas somente em relação ao isolamento bacteriano, mas não em relação à fúngica.