A Associação entre a ética corporativa e a eficiência econômico-financeira: análise em companhias brasileiras listadas na B3

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Gonçalves, Aline Dayane Leonêz
Orientador(a): Lucena, Edzana Roberta Ferreira da Cunha Vieira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/32711
Resumo: O objetivo do presente estudo é identificar a associação entre a ética corporativa e a eficiência econômico-financeira das empresas. Assim, com base nas Teorias da Sinalização, dos Stakeholders e da Agência, é possível inferir que a implantação e a divulgação de códigos de ética com qualidade, além de ser utilizado como mecanismo de controle de riscos, tem fundamental importância para apresentar maior credibilidade para o mercado, podendo, assim, influenciar nos resultados financeiros e econômicos das entidades. Para analisar se a implantação de um código de ética de qualidade pode de fato influenciar nos resultados econômico-financeiros, analisou-se a amostra de 201 empresas brasileiras não-financeiras listadas na Bolsa de Valores do Brasil (Brasil, Bolsa, Balcão - B3). Primeiramente, verificouse a qualidade dos códigos de ética divulgados pelas empresas em 2018 com base em um modelo de pontuação numérica, resultante da soma da quantidade de critérios atendidos preestabelecidos por órgãos reguladores. Em seguida, identificou-se o escore de eficiência econômico-financeira, utilizando a Análise Envoltória de Dados (DEA) e informações coletadas dos relatórios financeiros, do período de 2015 a 2019, divulgados pelas empresas em estudo, sendo considerados como Inputs - Despesas Operacionais, Capital de Terceiros e Capital Próprio - e como Outputs - Vendas Líquidas e Fluxo de Caixa das Atividades Operacionais. Por fim, fez-se a relação entre o indicador da qualidade do código de ética com o escore de eficiência econômico-financeira através da Análise de Correspondência (ANACOR). Desse modo, pode-se concluir que, em média, as empresas apresentaram indicador de qualidade (QCE) moderado, com 42,78% apresentando indicador de qualidade satisfatória. Já em relação à eficiência econômico-financeira, apenas 15,92% das empresas foram eficientes nos períodos analisados e 52,24% apresentaram escores (SE) baixos. Contudo, ao analisar a associação entre as duas variáveis (QCE e SE), não foi possível afirmar que há relação positiva entre as variáveis observadas. Assim, não foi possível validar a afirmação teórica de que a qualidade do código de ética influencia positivamente nos resultados econômico-financeiros das empresas.