Ressignificações de professoras acerca do brincar na educação infantil: uma análise da psicologia histórico-cultural

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Pinto, Lorrine Borges
Orientador(a): Ribeiro, Cynara Teixeira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/49730
Resumo: No âmbito da educação para as infâncias, o brincar é reconhecido como uma atividade que impulsiona a aprendizagem e o desenvolvimento das crianças. Por essa razão, faz-se necessário que, no âmbito escolar, esse brincar seja entendido pelas/os docentes como parte do planejamento e da prática pedagógica. Assim, o presente trabalho tem como objetivo compreender as ressignificações de professoras da educação infantil acerca do brincar a partir da participação das mesmas em um grupo reflexivo concebido simultaneamente como espaço formativo. O referencial teórico é a Psicologia Histórico-Cultural, em especial os conceitos de periodização do desenvolvimento psicológico, de atividade principal, de significados e de vivências. Foi realizada, inicialmente, uma pesquisa bibliográfica nos Portal de Periódicos CAPES e na Base de dados SciELO, com um recorte de 2010 a 2020, visando o levantamento de trabalhos que discutem a temática do brincar na infância. Por sua vez, para o levantamento empírico, foram utilizadas técnicas de natureza qualitativa, sendo realizada uma pesquisa colaborativa, por meio de um grupo reflexivo, e posteriormente a aplicação de um questionário virtual. O grupo reflexivo foi composto por sete professoras de CMEIs localizados no Rio Grande do Norte, totalizando cinco encontros nos quais foram discutidas vivências de cada uma no que tange à educação com crianças. Os resultados indicam que as falas das professoras inserem-se, majoritariamente, nos seguintes eixos, construídos a posteriori: a ressignificação do brincar a partir das vivências das professoras em âmbito pessoal e familiar bem como da consideração pela periodização do desenvolvimento infantil; a subvalorização do brincar em função das práticas rotineiras da escola; a inclusão do brincar de forma mais ampla e significativa nas práticas pedagógicas a partir das discussões realizadas no grupo reflexivo; desafios e dificuldades para a promoção do brincar enquanto atividade principal do desenvolvimento infantil em razão de concepções arraigadas e outros obstáculos que ainda são presentes nas escolas. Desse modo, foi possível concluir que houve um movimento de ressignificação das professoras em relação ao brincar das crianças, o qual passa a ser compreendido enquanto momento de imaginação e liberdade imprescindível à aprendizagem e desenvolvimento infantil.