Caracterização mecânica, termodinâmica e química dos fios CuNiTi comerciais

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Gonzaga, Ariane Salgado
Orientador(a): Caldas, Sergei Godeiro Fernandes Rabelo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM SAÚDE COLETIVA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/23470
Resumo: Introdução: Os fios Copper Ni-Ti (CuNiTi) possuem indicações de uso clínico específicas, e por esse motivo deveriam expressar as características mecânicas e termodinâmicas informadas pelos fabricantes. Com a queda da patente de produção, estes fios passaram a ser manufaturados por diversas empresas com grande variação de preço, processo de fabricação e possivelmente de qualidade. Objetivos: Com a finalidade de verificar as propriedades desses fios, este trabalho se propôs a caracterizar mecânica, termodinâmica e quimicamente fios CuNiTi comerciais. Materiais e Métodos: A amostra foi constituída de 40 arcos pré-contornados, termodinâmicos com adição de cobre, espessura de 0.017” x 0.025” com temperatura Af de 35°C, de 5 fabricantes, American Orthodontics® (G1), Eurodonto® (G2), Morelli® (G3), Ormco® (G4) e Orthometric® (G5), sendo 8 fios de cada um. Os fios foram submetidos a um teste de padronização das suas dimensões, ensaios de tração, MEV-EDS e ensaio de calorimetria diferencial (DSC). Devido à pequena variabilidade inerente aos testes mecânicos com fios, foram utilizados testes paramétricos (ANOVA OneWay e pós teste de Tukey), considerando o nível de significância de 5%. Resultados: Todos os fios apresentaram dimensões padronizadas de 0.017”x0.025”. Ao ensaio de tração, todos apresentaram comportamento superelástico com taxa SE superior a 8 e as seguintes médias de platô de força – G1 36,49N; G2 27,34N; G3 19,24N; G4 37,54N; e G5 17,87N. No ensaio DSC, as médias de Af para G1 (29,40°C), G2 (29,13°C) e G3 (31,43°C), tiveram p>0,05 entre si. G4 (32,77°C) e G5 (35,17°C) apresentaram diferenças estatisticamente significativas entre si e entre os outros grupos, com p<0,05. No ensaio MEV-EDS amostras apresentaram os elementos Ni, Ti, Cu e Al em concentrações diferentes. Conclusão: Todos os fios apresentam comportamento superelástico. Os fios do grupo G5 foram os únicos a apresentar temperatura Af semelhante a indicada pelo fabricante. O G5 e o G3 apresentaram os menores índices de platô de força durante a desativação. O Cu é fundamental para estabilizar a TTRs, contudo em ligas não equiatomicas uma maior concentração de Al parece ser fundamental para elevar a temperatura de transição.