Correlação entre força muscular do assoalho pélvico, função sexual e qualidade de vida em mulheres de meia idade

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Torres, Vanessa Braga
Orientador(a): Viana, Elizabel de Souza Ramalho
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FISIOTERAPIA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/20818
Resumo: Introdução: O climatério é caracterizado pelo esgotamento dos folículos ovarianos e pela queda progressiva dos níveis de estradiol, que culminam com a interrupção definitiva dos ciclos menstruais (menopausa). Em decorrência do hipoestrogenismo, sintomas característicos como ondas de calor, sudorese noturna, secura vaginal, dispareunia, insônia, alterações de humor e depressão, podem ser observados. Ocorre também o enfraquecimento da musculatura do assoalho pélvico (MAP), em consequência da progressiva atrofia músculo-aponeurótica e conjuntiva com consequente deterioração da função sexual. Objetivo: Avaliar a força da MAP, a função sexual e a qualidade de vida de mulheres climatéricas. Metodologia: Trata-se de estudo observacional, analítico, com desenho transversal. A amostra foi composta por 55 mulheres (35 na pós-menopausa e 20 na perimenopausa), com faixa etária entre 40 e 65 anos, que foram avaliadas por meio do teste de força muscular e perineometria. Para a avaliação da função sexual e da qualidade de vida utilizou-se o Female Sexual Function Index (FSFI) e Utain Quality of Life (UQOL), respectivamente. Para análise estatística utilizou-se a correlação de Pearson e análise multivariada. Resultados: A média da idade foi de 52,78 (± 6,47 anos). Apresentaram disfunção sexual 61,8% das participantes (43,62% da pós-menopausa e 18,17% da perimenopausa). O teste de força muscular e o valor máximo da perineometria apresentaram uma mediana de 3,00 (Q25: 2 e Q75: 4) e 33,50 cmH20 (Q25: 33,5 e Q75: 46,6), respectivamente. Não foi encontrada correlação entre a função sexual e a força muscular (r= 0,035; p= 0,802), assim como entre a função sexual e perineometria (r = 0,126; p= 0,358). A média do escore total do UQOL foi de 74,45 (± 12,23). Foi encontrada fraca correlação positiva entre a função sexual e a qualidade de vida (r= +0,422 p= 0,001). A análise multivariada identificou associação entre a função sexual e as variáveis: qualidade de vida, sintomatologia climatérica, atividade física e nível de escolaridade. Conclusões: Esses resultados sugerem que a sintomatologia climatérica, a qualidade de vida, a atividade física e o nível de escolaridade se associam com a função sexual em mulheres climatéricas. Entretanto, o componente muscular da função sexual ainda precisa ser mais investigado dentro desse contexto