Sobre as relações entre zona de habitabilidade e disco de detritos circunstelares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Fontinele, Dasaev Oliveira
Orientador(a): Medeiros, José Renan de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM FÍSICA
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/55200
Resumo: Existem diversos estudos relacionados à presença de disco de detritos com a metalicidade, rotação e idade das estrelas. Entretanto, ainda é pouco conhecido na literatura a relação entre a presença de disco de detritos com a zona de habitabilidade circunstelar e como a faixa da zona de habitabilidade afeta o disco. Para a realização deste trabalho, selecionamos um catálogo público contendo 507 estrelas apresentando potencial excesso infravermelho, sem ambiguidades, a partir de observações realizadas com o satélite WISE. Para um melhor entendimento do perfil das estrelas presente no catálogo foi construído o diagrama Cor-Magnitude GAIA para a amostra do presente trabalho. Verificamos neste diagrama que apenas 171 estrelas pertencem à Sequência Principal. Essa seleção é necessária porque o estágio evolutivo das estrelas é suscetível de importantes vieses, que podem influenciar nos resultados obtidos. Já com a amostra de estrelas da Sequência Principal foi aplicado um modelo conservativo para o cálculo das Zonas de habitabilidade (ZH) Circunstelar. Como este modelo tem o limite de temperatura de 2700K a 7200K, apenas 83 estrelas estão dentro do limite abordado. Com o cálculo da distância da zona de habitabilidade foi possível separar a amostra em 3 pequenos grupos: as estrelas que possuem o raio do disco de detritos maior do que o raio externo da ZH conservativa; as estrelas que possuem o raio do disco de detritos no interior da ZH conservativa; as estrelas que possuem o raio do disco de detritos menor do que o raio interno da ZH conservativa. Por fim, comparamos nossos resultados com o raio médio do cinturão de asteroides com o intuito de observar sistemas com arquiteturas parecidas com a solar.