Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2013 |
Autor(a) principal: |
Silva, Andressa Noronha Barbosa da |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal do Rio Grande do Norte
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACEUTICAS
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/20940
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Resumo: |
A distribuição da fauna triatomínica e a infecção natural pelo Trypanosoma cruzi foi avaliada visando compreender a dinâmica de transmissão deste parasito na zona rural do estado do Rio Grande do Norte e, a pesquisa do Trypanosoma rangeli também foi investigada. As capturas de triatomíneos nos ambientes, silvestre, peridomiciliar e domiciliar de diferentes municípios das mesorregiões central e oeste desse estado. Os insetos foram identificados e examinados pelo método direto, xenocultura e PCR para a identificação do T. cruzi. Para a detecção do T. rangeli foi realizado o exame direto da hemolinfa e a PCR multiplex de 151 espécimes infectados pelo T. cruzi. Dos 824 insetos capturados, as espécies foram distribuídas em T. brasiliensis (66,4%), T. pseudomaculata (18,2%), Panstrongylus lutzi (12,7%) e Rhodnius nasutus (2,7%), e o T. brasiliensis foi encontrado na maioria dos municípios avaliados. As espécies foram capturadas nos estágios de ninfa e adulto, exceto P. lutzi, exclusivamente no estágio adulto. No ambiente silvestre foram capturadas as espécies T. brasiliensis (57%), P. lutzi (28%) e T. pseudomaculata (15%). No ambiente peridomiciliar foram identificadas T. brasiliensis (74%), T. pseudomaculata (21%) e R. nasutus (5,0%), enquanto no intradomicílio somente o T. brasiliensis. O índice de infecção dos triatomíneos pelo T. cruzi foi 30,4%, o P. lutzi mostrou o índice mais elevado (78,0%), seguida do T. brasiliensis (24,4%), T. pseudomaculata (22,6%) e R. nasutus (4,5%). Os índices de triatomíneos infectados nos ambientes silvestre, peridomiciliar e domiciliar foram 41,8%, 20,1% e 50,0%, respectivamente. O T. rangeli foi detectado apenas pela PCR multiplex em 2,6% (4/151) dos insetos examinados, desses 4,4% (3/67) foram de T. brasiliensis e 1,5% (1/63) de P. lutzi. Os dados mostraram que a positividade do P. lutzi aliada a sua capacidade de invadir o domicílio atraído pela luz, sugere uma provável participação deste inseto no intercâmbio entre os ciclos epidemiológicos de transmissão do T. cruzi. A espécie T. brasiliensis foi a única presente em todos os ambientes, o que reforça sua importância em relação à capacidade de adaptação ao ambiente doméstico, potencial como vetor e manutenção dos ciclos de transmissão silvestre e doméstico no semiárido indicando a necessidade de ações contínuas na vigilância epidemiológica. A ocorrência do T. rangeli em T. brasiliensis e P. lutzi foi registrada pela primeira vez na zona rural deste estado, ampliando a área de ocorrência deste protozoário no nordeste do Brasil. |