Infância e deficiência: um estudo antropológico sobre os desdobramentos da epidemia do Vírus da Zika na vida de crianças potiguares

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Valim, Thaís Maria Moreira
Orientador(a): Porto, Rozeli Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ANTROPOLOGIA SOCIAL
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/29490
Resumo: Um cenário epidêmico envolve a participação e articulação de diversos atores e atoras sociais: pesquisadores, profissionais de saúde, cuidadoras e cuidadores, gestores de políticas públicas, autoridades, setores da mídia. Uma epidemia atravessa a vida de todos que nela estão diretamente implicados. Nesta dissertação etnográfica procuro colaborar com a seara de materiais e estudos produzidos em torno dos desdobramentos da epidemia do Vírus da Zika ao longo destes quatro anos. O trabalho pretende refletir sobre infância, deficiência e a vida das crianças a partir das experiências de meninas e meninos implicados na epidemia no Rio Grande do Norte, sendo dividido em duas partes. Na parte I, me dedico a refletir sobre a noção de desenvolvimento infantil, pensando nos efeitos dessa categoria sobre o imaginário social da infância, bem como sobre a vida e experiência das crianças e cuidadoras conhecidas ao longo da pesquisa. A pesquisa mostra como narrativas desenvolvimentistas podem impactar negativamente a experiência e vivência das famílias que participaram do estudo. A parte II, por sua vez, procura acompanhar as transformações, vivências e experiências de crianças que tiveram irmãos nascidos com o que convencionou-se chamar de Síndrome Congênita do Vírus da Zika. Procurando entender suas demandas e percepções, a pesquisa mostra como o convívio com um irmão com deficiência transforma a vida das crianças. A partir de um debate interseccional sobre infância e deficiência, a dissertação mostra como classe, gênero e raça se conjugam na experiência das irmãs e dos irmãos.