Tempo e memória nas obras Corpo Breve e Os Pássaros da Memória, de Diógenes da Cunha Lima

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Santos, Thiago Gonzaga dos
Orientador(a): Santos, Derivaldo dos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DA LINGUAGEM
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/24724
Resumo: Esta pesquisa foi pensada com o intuito de oferecer uma leitura crítica e analítica da memória e do tempo nos livros Corpo Breve (1980) e Os Pássaros da Memória (1994), do poeta potiguar Diógenes da Cunha Lima. Em sua obra, o tempo da poesia não é um tempo cantado de maneira fixa ou relacionado a um prazo ou época, também não é um tempo histórico, com suas manifestações e contradições. Na visão do poeta, existe um tempo de memórias e reflexões, uma espécie de tempo interior que cada ser humano vivencia como seu. A obra Corpo Breve constitui-se de 53 poemas de temas diversos com foco na infância do eu lírico; já Os Pássaros da Memória é composto de oito longos poemas, fragmentados em 77 pequenas partes, todos apresentando o tempo como título e subdivididos como se fossem fragmentos da memória. O desenvolvimento da pesquisa apresenta uma abordagem teórica tanto acerca da poesia moderna quanto da memória de um modo geral, posteriormente, configurada nos limites do poema. Também apresenta uma abordagem crítica, evidenciada na leitura de vários poemas. As obras O Ser e o Tempo na Poesia, de Alfredo Bosi (1983), Memória e Sociedade: Lembranças de Velhos, de Ecléa Bosi (1994), História e Memória, de Le Goff (1994), A Memória, a História, o Esquecimento, de Paul Ricoeur (2007), O Ser-Tempo, de André Comte-Sponville (2006) e Matéria e Memória, de Henri Bergson (1999), juntamente com outras presentes nas referências bibliográficas, constituíram-se em âncoras teóricas fundamentais para se discutir, na poesia de Diógenes da Cunha Lima, questões relacionadas à memória, na prática, enquanto exercida, e como fatos antigos ressurgem, com a temática do tempo, através do eu lírico. Trata-se de uma pesquisa de caráter reflexivo e interpretativo.