Fatores de risco para dor patelofemoral em militares: uma revisão sistemática com meta-análise

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rocha, Emannuel Alcides Bezerra
Orientador(a): Silva, Rodrigo Scattone da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA REABILITAÇÃO
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/52400
Resumo: Introdução: A principal causa de abandono do treinamento militar são as lesões musculoesqueléticas de joelho, sendo a dor patelofemoral (DPF) uma das principais causas de abandono da carreira militar. A identificação dos fatores de risco é o primeiro passo para a prevenção de lesões. O objetivo desta revisão sistemática foi identificar quais fatores aumentam o risco de ocorrência de DPF em militares. Métodos: As buscas foram realizadas no Medline/PubMed, CINAHL, Embase, SPORTDiscus, Web of Science e Scopus, desde o início até janeiro de 2023. Incluímos estudos que eram coortes prospectivas incluindo militares e tinham pelo menos uma variável avaliando um fator de risco para DPF. Meta-análises foram realizadas usando diferenças médias padronizadas (SMD) e intervalos de confiança de 95% (IC95%) e os níveis de recomendação foram determinados. Resultados: A partir de 11 artigos, esta revisão agrupou 7.518 militares, dos quais 572 desenvolveram DPF, caracterizando uma incidência de 7,61%. Observou-se nível de evidência moderado de que a fraqueza dos extensores do joelho prediz a DPF em militares, especialmente se normalizada pelo índice de massa corporal e avaliada de forma isocinética a 60º/s (SMD -0,69, IC95% -1,02, -0,35). Um maior ângulo de projeção do joelho no plano frontal (FPKPA) durante o agachamento unipodal também foi identificado como fator de risco para DPF nessa população (SMD 0,55, IC95% 0,14, 0,97) com nível moderado de evidência. Encontramos evidências moderadas de que sexo, índice de massa corporal, força isométrica dos extensores do joelho e força isocinética dos flexores do joelho não predizem DPF em militares. Por fim, há forte nível de evidência que a idade e a massa corporal não predizem a DPF nessa população. Conclusões: Déficits na força isocinética dos extensores do joelho e um maior FPKPA são fatores de risco para DPF em militares. Por serem fatores modificáveis, esses aspectos devem ser considerados nas intervenções de prevenção de lesões em militares.