A fala do medo no bairro de Capim Macio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Marques, Anna Elisa Alves
Orientador(a): Suassuna, Rodrigo Figueiredo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS URBANOS E REGIONAIS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/handle/123456789/47142
Resumo: O medo de ser vítima da violência e da criminalidade desencadeia práticas sociais diversas, reorganiza o espaço público, molda as interações sociais, legitima ações institucionais antidemocráticas, estigmatiza os sujeitos, confunde o crime com outras questões urbanas, como a gestão inadequada do lixo, a prostituição e a existência de pessoas em situação de rua. Tal quadro impacta o bem-estar nas cidades, o fortalecimento da democracia e dos direitos humanos, o alcance de uma sociedade urbana mais igualitária e fraterna, por isso deve ser investigado. Nesse contexto, em Capim Macio, bairro de classe média da cidade de Natal/RN e campo da presente pesquisa, coexistem edificações de grande e médio porte, tendo em comum muros altos, cercas elétricas e monitoramento eletrônico, na maioria das ruas, pouca movimentação de pedestres e espaços públicos, como praças e quadras de esportes, porém, forte incidência de espaços privados, a exemplo de supermercados e instituições de ensino. Tendo como pressuposto o contexto descrito, o presente estudo busca, a partir da teoria do habitus de Pierre Bourdieu, responder: “Como são estruturadas as práticas sociais das lideranças comunitárias de Capim Macio a partir do medo do crime?”. Trata-se de uma pesquisa predominantemente qu alitativa, de caráter descritivo, o que se explica diante do referencial teórico escolhido. Por meio das análises observatórias e documentais, além da aplicação de entrevistas semiestruturadas com lideranças das Associações de moradores e Conselhos de Segurança, foi possível extrair os processos socioespaciais e criminais desenvolvidos no bairro e as relações dos moradores com a violência, a criminalidade e o medo, desbravando as relações do habitus compõem os grupos e os diversos campos que atuam no bairro.