Contexto de trabalho e estresse ocupacional entre os profissionais de Enfermagem de um hospital universitário

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Silva Júnior, Elias de Jesus
Orientador(a): Rego, Denise Pereira do
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM GESTÃO DE PROCESSOS INSTITUCIONAIS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/26345
Resumo: O trabalho, um dos aspectos centrais da vida adulta, vem passando por transformações ao longo dos anos. Estas transformações podem ter consequências negativas para os trabalhadores, tais como o estresse, a fadiga mental, a depressão, a irritabilidade, a desmotivação, o baixo desempenho, a Lesão por Esforço Repetitivo (LER) e os problemas posturais. Destas, especialmente o estresse relacionado ao trabalho, bem como as doenças que dele derivam, são cada vez mais frequentes, notadamente em decorrência da natureza e/ou do contexto de trabalho. No âmbito da Universidade Federal do Rio Grande do Norte - UFRN, em pesquisa realizada no ano de 2016 junto ao Sistema de Informação em Saúde e Segurança do Serviço Público Federal (SIAPE Saúde), verificou-se que os profissionais de enfermagem figuram como a categoria com o maior quantitativo de afastamentos para tratamento de saúde referente a transtornos mentais e comportamentais. Este dado corrobora as inúmeras pesquisas que apontam para o progressivo aumento de casos de adoecimento entre tal grupo de trabalhadores. Esta pesquisa objetivou analisar o contexto de trabalho e os níveis de estresse dos profissionais de enfermagem lotados no Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL), de modo a verificar em que medida tais aspectos estariam relacionados ao desenvolvimento de transtornos psíquicos e outras doenças potencializadas pelo contexto laboral, causando afastamentos do trabalho. Pretendeu-se, assim, identificar a percepção destes quanto ao seu trabalho, identificando os níveis de estresse e os principais estressores aos quais estão submetidos, discutindo os aspectos que impactam sobre a saúde e o bem-estar destes profissionais. Os dados foram coletados através de pesquisa literária e documental e utilização de questionários (Escala de Avaliação do Contexto de Trabalho - EACT e Escala de Estresse no Trabalho - EET). Os resultados obtidos indicam que, no contexto estudado, o estresse pode ser considerado moderado em decorrência de aspectos tais como pouca autonomia e controle, tipo de tarefa e ambiente, relações de trabalho e pouco crescimento e valorização, sendo este último o elemento mais preocupante.. Quanto ao contexto de trabalho, a dimensão “organização do trabalho”, composta por itens como “número de pessoas insuficiente, tarefas repetitivas e ritmo de trabalho excessivo”, revelou-se como a mais crítica em relação à influência sobre o estresse percebido. Ao comparar os afastamentos do trabalho com a forma com que os trabalhadores da enfermagem avaliam o próprio contexto, evidencia-se uma estreita relação, um nexo causal, entre a organização do contexto de trabalho e o impacto no estresse dos indivíduos. Conclui-se, portanto, que as condições laborais, aliadas à organização do trabalho e às relações socioprofissionais, agem de forma determinante sobre o contexto de trabalho e, consequentemente sobre os níveis de estresse dos profissionais de enfermagem do HUOL. Sugere-se a revisão do modelo de gestão, voltando-se a atenção para os quesitos relevantes apontados pelos trabalhadores e evidenciados nos resultados, a fim de encontrar o equilíbrio necessário à promoção do bem-estar e consequente diminuição dos afastamentos por doenças psíquicas.