Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2015 |
Autor(a) principal: |
Biella, Jaime |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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Programa de Pós-Graduação: |
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM EDUCAÇÃO
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/25071
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Resumo: |
A presente tese aborda a temática do erro e, mais especificamente, o erro em sua dimensão epistemológica. Dois pensadores orientaram o trabalho de pesquisa: Donald Davidson e Edgar Morin. O ponto de partida é a Metáfora da Triangulação, apresentada em 1982 por Davidson. Triangulação, basicamente, é a interação entre dois falantes comunicando-se acerca de objetos e/ou eventos num mundo compartilhado por ambos. É no processo de triangulação que podemos identificar o erro como condição necessária, embora não suficiente, para a emergência da racionalidade, socialmente construída. O primeiro capítulo apresenta os resultados dos estudos acerca da triangulação e identifica, por um lado, três tipos de triangulação: da comunicação, do conhecimento e do mental, por outro, a ocorrência de dois níveis de triangulação: a primitiva e a complexa. A contribuição de Morin para a compreensão do erro e sua ocorrência nos diferentes níveis existenciais compõe o segundo capítulo da tese. A abordagem complexa do erro apoia-se em uma crítica ao modelo vigente de conhecimento, apontando a necessidade de se desenvolver um “conhecimento do conhecimento” e, numa concepção de sujeito bio-lógico, estrutura triangular que relaciona de forma não redutível três elementos: um conceito biológico (cérebro), um conceito psíquico (espírito) e um conceito organizacional (aparelho neurocerebral). Morin identifica dois níveis de erro. O primeiro se dá no âmbito do vivo e o segundo é atributo exclusivo do sujeito humano. A diferença entre os dois é a existência de uma relação – no segundo nível – entre erro e verdade, ou, “errância”. Tendo por base essa dupla sustentação teórica, foram analisadas (terceiro capítulo) três situações de aprendizagem com ocorrência de erro – pelo menos na perspectiva do professor – e que tornou possível chegar-se ao argumento principal da tese, que afirma a necessidade de substituir uma concepção individualizante do erro e concluir que o erro, tal como a racionalidade, é socialmente construído. |