Nanopartículas biodegradáveis e biocompatíveis para liberação modificada de benznidazol

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Silva, Alaine Maria dos Santos
Orientador(a): Silva Júnior, Arnóbio Antonio da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS FARMACÊUTICAS
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/29336
Resumo: O Benznidazol (BNZ) é o fármaco de escolha para o tratamento de pacientes com infecção por Trypanosoma cruzi. Apesar de seu amplo uso, esta molécula apresenta problemas de eficácia devido à alta toxicidade, além da baixa solubilidade em meio aquoso. As nanopartículas apresentam capacidade comprovada de atravessar a maioria das barreiras biológicas e direcionamento intracelular de fármacos, principalmente quando ligantes de superfície são inseridos para aumentar a eficácia do fármaco em células infectadas. O objetivo deste trabalho foi fazer um desenho estrutural e o monitoramento de nanopartículas funcionalizadas e fluorescentes de poli (ácido lático- co-glicólico) (PLGA) para liberação modificada do benznidazol. As partículas foram produzidas pelo método emulsificação com evaporação do solvente. O desenvolvimento da formulação e parâmetros de obtenção foram otimizados por medidas de tamanho médio de partícula, índice de polidispersão, potencial zeta, microscopia de força atômica (MFA), microscopia eletrônica de varredura (MEV), microscopia confocal (MC), espectroscopia de absorção na região do infravermelho com transformada de fourier (FTIR-ATR), eficiência de encapsulação, estudos in vitro e in vivo. Nanopartículas poliméricas esféricas e estáveis abaixo de 250 nm foram obtidas, com a eficiência de encapsulação maior que 95%. A cinética de liberação in vitro do fármaco demonstrou uma liberação lenta do fármaco e a melhoria da atividade biológica de nanopartículas contendo BNZ. Ensaios in vitro em células normais (Hek 293), células tumorais (Hep G2 e HT-29), amastigotas (cepas H9c2 e Dm28c) e com epimastigotas (cepas Y, CL-Brenner e Dm28c) mostraram um aumento na potência das nanopartículas contendo BNZ sobre o BNZ livre. A análise por microscopia confocal mostrou que as nanopartículas entram no parasito com alta eficiência, principalmente as funcionalizadas com ácido siálico e colesterol. Testes in vivo revelaram que as nanopartículas contendo BNZ apresentaram efeito semelhante ao BNZ livre, mesmo usado em concentração 20 vezes inferior. Assim, o presente trabalho aborda de forma sistemática, o desenvolvimento de um sistema nanotecnológico com potencial inovador para o aumento da eficácia do benznidazol em células infectadas com Trypanosoma cruzi.