Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2022 |
Autor(a) principal: |
Flores, Pâmella Dias |
Orientador(a): |
Rombaldi, Airton José |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação Física
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Departamento: |
Escola Superior de Educação Física
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9704
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Resumo: |
A curcumina, principal polifenol encontrado na cúrcuma (Curcuma longa) tem sido amplamente estudada pelas suas propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, as quais podem auxiliar na reparação de condições oxidativas e inflamatórias. Sabendo que a prática de exercício físico extenuante (intensidade elevada, longa duração e/ou descanso insuficiente) pode influenciar na função imunológica, elevando os níveis de biomarcadores de dano muscular e inflamação, a suplementação de curcumina poderia atenuar algumas das consequências da prática de exercícios intensos. Desta maneira, o presente estudo investigou os efeitos da suplementação de curcumina nos marcadores de inflamação, estresse oxidativo e dano muscular induzido pelo exercício físico. Para isso, foram selecionados ensaios clínicos randomizados conduzidos em adultos saudáveis fisicamente ativos, de ambos sexos, que investigaram a associação entre a suplementação de curcumina e o exercício físico. Nove bases de dados foram revisadas: PubMed, Embase, Scopus, Sport discus, Índice Cumulativo de Literatura de Enfermagem e Saúde (CINAHL), Web of Science, Cochrane Central Register of Controlled Trials, ReBEC e Clinical Trials. A extração de dados e avaliação da qualidade foram realizadas por dois revisores de forma independente. Foram localizados 811 estudos, no entanto apenas 16 ensaios clínicos foram incluídos. Na análise qualitativa, apenas cinco estudos relatam resultados significativos na redução de creatina quinase, dois encontram aumento das concentrações de interleucina – 6, dois mostraram aumento da capacidade antioxidante total e apenas um observou redução dos níveis de fator de necrose tumoral-α. Os resultados encontrados na metanálise não apontam associação significativa entre o uso de curcumina e marcadores de inflamação (fator de necrose tumoral-α, interleucina-6, interleucina-10), estresse oxidativo (capacidade antioxidante total, superóxido dismutase, glutationa redutase) e dano muscular induzido pelo exercício (creatina quinase, lactato desidrogenase, mioglobina, transaminases). Ao avaliar o risco de viés dos estudos incluídos, apenas um apresentou baixo risco, dois apresentaram alto risco e os demais apresentram algumas limitações. Com base nas evidências disponíveis, a curcumina não mostra efeitos significativos na redução de biomarcadores de dano muscular. Ressalta-se que os estudos apresentam limitações importantes, como diferentes tipos de exercício, posologia e população não padronizadas, o que pode dificultar conclusões sobre curcumina e exercício físico. |