Avaliação do modelo híbrido, para obtenção de temperatura do solo, na região de Pelotas - RS

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Nogueira, José Robson Leite
Orientador(a): Assis, Simone Vieira de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Meteorologia
Departamento: Faculdade de Meteorologia
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/5016
Resumo: Este estudo realizou uma avaliação sobre a adequação do Modelo Híbrido, de S. Kang, para a obtenção de temperatura média do solo na região de Pelotas-RS, a partir, principalmente, da informação de temperatura média do ar. O Modelo Híbrido está baseado numa relação empírica entre temperatura do ar e do solo, como também, na física de transferência de calor. Foram comparados os resultados, gerados pelo modelo, com os resultados gerados pelos dados coletados, na Estação Agroclimatológica, convênio EMBRAPA/UFPel, situada no Campus da UFPel, em Capão do Leão-RS, de um período de vinte e três anos, entre 1966 e 1988. Analisaram-se os resultados de temperatura média do solo, estimada em três profundidades, quais sejam, cinco, dez e vinte centímetros. Para a profundidade de cinco centímetros, o modelo gerou resultados de médias, que mostraram muito bom acordo com a média diária, de temperatura do solo, dos dados medidos, apresentando pequena diferença de valores. A estação do ano que mais se adequou, ao modelo, foi a do inverno, sendo, a do verão, a mais discrepante. O desvio padrão geral médio em todo o período, destes mesmos resultados, mostrou valores idênticos para a simulação e para os dados coletados. Todas as curvas geradas pelo modelo seguiram o padrão de comportamento das curvas traçadas a partir dos valores de dados reais. Houve uma maior subestimação de resultados para as profundidades de dez e vinte centímetros, sendo este fato mais evidente na maior profundidade; contudo a simulação, pelo modelo, reproduziu, adequadamente, o comportamento dos dados medidos. Os desvios padrão para estas profundidades apresentaram, nos gráficos, menor dispersão que a dos dados fornecidos. Foi realizada uma discussão sobre o método utilizado, concluindo-se que este privilegiou uma generalização na aplicação do modelo, o que, possivelmente, gerou as diferenças; contudo houve adequação, do mesmo, para a finalidade proposta neste trabalho.