Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2021 |
Autor(a) principal: |
Siqueira, Maria Fernanda Fernandes |
Orientador(a): |
Fiorentini, Ângela Maria |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
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Departamento: |
Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/8055
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Resumo: |
O desenvolvimento de fungos em alimentos, além de causar alterações sensoriais consideráveis, também apresenta um potencial risco à saúde, devido a possível presença de micotoxinas. Buscando minimizar os riscos de contaminação microbiana nos alimentos, e a crescente demanda pela utilização de compostos mais naturais e sustentáveis nas indústrias do setor alimentício, a elaboração de embalagens ativas e biodegradáveis, ganha destaque. Sendo assim, o objetivo do presente estudo foi avaliar a atividade antimicrobiana do óleo essencial de tomilho (Thymus vulgaris) - OET contra fungos isolados de alimentos, bem como avaliar seu potencial como componente ativo em filme de acetato de celulose. A ação antifúngica do OET foi avaliada in vitro, através das metodologias de difusão em ágar, microatmosfera, concentração inibitória mínima (CIM) e concentração fungicida mínima (CFM), com isolados fúngicos de queijos comercializados na região de Pelotas-RS. Os isolados obtidos foram identificados molecularmente como sendo Penicillium crustosum, Aspergillus flavus e Fusarium oxysporum. Nos testes de ação antifúngica de difusão em ágar e micro-atmosfera, o OET apresentou ação de inibição frente a todos os fungos testados, com zonas de inibição superiores a 10 mm. O isolado Peniculiium crustosum apresentou uma CIM de 1 µL/mL e CFM de 3 µL/mL, enquanto Aspergillus flavus apresentou uma CIM de 0,8 µL/mL e CFM de 4 µL/mL, e o isolado Fusarium oxysporum apresentou uma CIM de 0,7 µL/mL e CFM de 3 µL/mL. Nos testes in vitro da atividade do filme ativo, destaca-se a inibição sobre o isolado Penicillium crustosum que apresentou uma maior sensibilidade ao filme ativo e Fusarium oxysporum com menor sensibilidade, quando comparado aos demais isolados fúngicos. Conclui-se que o OET tem potencial ação antifúngica contra as diferentes espécies testadas, e quando adicionado em filme de acetato de celulose, mostrou-se eficaz no controle fúngico, principalmente, contra Fusarium oxysporum. |