Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2024 |
Autor(a) principal: |
Santos, Guilherme Senna dos |
Orientador(a): |
Borsuk, Sibele |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Biotecnologia
|
Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/15128
|
Resumo: |
A doença de Chagas (DC) é uma doença parasitária disseminada globalmente, causada pela infecção do protozoário flagelado Trypanosoma cruzi. Os medicamentos disponíveis, como o benznidazol, atuam principalmente na fase aguda da infecção, onde o diagnóstico quase é raro, e apresentam uma infinidade de efeitos adversos que culminam na descontinuação do tratamento pela maioria dos pacientes. Consequentemente, a prevenção parece ser a melhor estratégia para controle da DC. Entre vários métodos profiláticos em desenvolvimento, o Mycobacterium bovis Bacillus Calmette-Guérin (BCG) tem sido recentemente empregado como vetor para entrega de antígenos de T. cruzi com resultados positivos no estímulo da resposta imune e proteção contra a infecção. Seguindo essa perspectiva, este estudo teve como objetivo caracterizar a resposta imune desencadeada por BCG recombinante (rBCG) expressando a proteína de ligação ao cálcio de 24 kDa (Tc24) e proteína de superfície de amastigota 2 (ASP-2) de T. cruzi. Para tal, cinco grupos de camundongos fêmeas BALB/c (n = 10) foram vacinados com solução salina 0,9% (Grupo A), BCG Pasteur não transformada (Grupo B), rBCG/pUS2000/asp-2 (Grupo C), rBCG/pUS977/asp-2 (Grupo D) ou rBCG/pUS977/tc24 (Grupo E). Embora nenhuma resposta humoral significativa tenha sido detectada com qualquer uma das formulações através de análise com ELISA indireto, as respostas celulares, avaliadas pela expressão de citocinas de esplenócitos cultivados e estimulados por proteínas, foram estatisticamente maiores para todas as formulações vacinais quando comparadas com os níveis basais (Grupo A) e BCG não transformado (Grupo B). O Grupo D obteve melhores resultados para interferon γ e interleucina 10, enquanto as interleucinas 4 e 17 foram fortemente estimuladas pela vacinação com o Grupo C e Grupo E, com todas as formulações reprimindo a interleucina 6. Embora sejam necessárias análises adicionais para avaliar a eficácia total das construções, os resultados aqui apresentados exibem o potencial das vacinas vetorizadas BCG em induzir respostas imunes mistas Th1/Th2/Th17. |