Regulação da foliculogênese antral, ovulação e luteinização em fêmeas bovinas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Moraes, Fabiane Pereira de
Orientador(a): Gasperin, Bernardo Garziera
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Veterinária
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/11859
Resumo: O conhecimento sobre o controle endócrino e local da foliculogênese, ovulação e luteinização é crucial para o entendimento de processos fisiológicos e patológicos, para o aprimoramento do controle do ciclo estral e desenvolvimento de tecnologias que visem o aumento da taxa ovulatória, ou contracepção, em diferentes espécies. Neste contexto, o objetivo desta tese foi avançar no entendimento do controle local da função ovariana e investigar uma alternativa para aprimorar o controle da ovulação e função luteal em bovinos. O primeiro estudo, revisou e discutiu os principais avanços na compreensão dos fatores locais envolvidos na foliculogênese e ovulação, com ênfase aos membros da superfamília dos fatores de crescimento transformantes beta (TGF-β), proteína morfogenética óssea 15 (BMP15) e fator de crescimento e diferenciação 9 (GDF9). No segundo estudo, avaliou-se o efeito de duas administrações, por via intramuscular, do anti-inflamatório não esteroidal (AINE) flunixina meglumina (FM) sobre a ovulação, induzida pelo hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). A administração parenteral do AINE FM (1.1 mg/kg) 16h e 26h após a indução da ovulação com GnRH não afetou a ocorrência do processo ovulatório. Em um terceiro estudo, buscou-se determinar a curva de concentração sérica de β-hCG ao longo do tempo 0 h (D0), 24 h (D1), 96 h (D4) e 168 h (D7) após a aplicação de 1000 UI de gonadotrofina coriônica humana (hCG) por via intramuscular; avaliar o efeito de 1000 UI de hCG, combinado ou não ao GnRH, sobre a função luteal (produção de P4), perfusão sanguínea, diâmetro, área e circunferência do CL; mensurar o efeito de 1000 UI de hCG sobre a concentrações intrafoliculares de estradiol (E2) e P4, 24h após a indução da ovulação. Foi demonstrado um pico de concentração de β-hCG 24h após a aplicação da hCG, que retornou sete dias depois às concentrações da hora zero (momento da aplicação). A associação de dois indutores de ovulação (GnRH + hCG) melhorou a capacidade esteroidogênica do CL, sem alterar as suas características estruturais (perfusão sanguínea, diâmetro, área e circunferência). Quando utilizada somente a hCG (1000 UI) foi observado um incremento no tamanho do CL (diâmetro, área e circunferência), sem afetar a concentração de progesterona e perfusão sanguínea. Além disso, não houve diferença nas concentrações intrafoliculares de E2 e P4, 24h após indução da ovulação, entre vacas do grupo GnRH e hCG. Com base nos estudos descritos, os fatores oocitários (BMP15 e GDF9) são essenciais na regulação da diferenciação folicular, determinação da taxa ovulatória e ocorrência da ovulação. A administração de duas doses de FM, em dose terapêutica, na fase final do processo ovulatório não bloqueou a ovulação e, portanto, não representa um modelo apropriado para o estudo das prostaglandinas no processo ovulatório. Ainda, a administração de 1000 UI dehCG como indutor de ovulação ocasionou resultados pouco expressivos sobre a função luteal de vacas cíclicas, entretanto, novas pesquisas devem investigar a sua utilização em vacas com deficiência de LH.