Trajetórias de atividade física medida por acelerometria nos primeiros anos de vida e seus determinantes e correlatos: estudo na Coorte de Nascimentos de 2015 de Pelotas (RS)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Tornquist, Debora
Orientador(a): Domingues, Marlos Rodrigues
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Educação Física
Departamento: Escola Superior de Educação Física
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/9705
Resumo: O objetivo foi descrever as trajetórias de atividade física (AF) do primeiro ao quarto ano de vida das crianças pertencentes à Coorte de nascimentos de 2015 de Pelotas (RS) e verificar as associações com determinantes e correlatos sociodemográficos, gestacionais, perinatais, ambientais, maternos, comportamentais e aleitamento materno. O estudo utilizou dados dos acompanhamentos perinatal, um, dois e quatro anos. A AF foi medida através de acelerômetros utilizados no punho esquerdo durante dois dias ao um e dois anos, e, sete dias aos quatro anos e os dados foram utilizados na forma bruta em mili-g. Trajetórias de AF primeiro ao quarto ano de vida foram traçadas para as crianças com três medidas de AF (n=1.798) por meio de modelagem de trajetória baseada em grupos. As exposições foram coletadas por questionário e modelos de regressão de Poisson com variância robusta foram utilizados para testar associações com as trajetórias. No artigo II, as associações dos correlatos com a AF ao 1 (n=2.974), 2 (n=2.645) e 4 anos (n=2.955) foram testadas por regressão linear. Foram identificadas duas trajetórias de AF (Média e Superior), ambas apresentando aumento linear da AF nos primeiros anos, diferindo em volume. No artigo I, sexo feminino (RP: 0,91; 0,88/0,94), alta escolaridade materna (RP: 0,93; 0,88/0,97) e alto peso ao nascer (RP: 0,91; 0,85/0,97) reduziram a probabilidade de a criança estar no grupo AF Superior e ordem de nascimento ≥3 (RP: 1,06; 1,01/1,11) aumentou essa probabilidade. No artigo II, frequentar a escola em algum acompanhamento (RP: 0,95; 0,91/0,99) e sempre frequentar escola pública (RP: 0,95; 0,90/0,99) reduziram a probabilidade de a criança estar no grupo AF Superior. Filhos de mães que realizaram qualquer AF de lazer (RP: 1,08; 1,01/1,15) e alguma outra AF de lazer (exceto caminhada) em mais de um acompanhamento (RP: 1,13; 1,04/1,21) e crianças que tiveram tempo de sono adequado em 2 (RP: 1,11; 1,02/1,21) ou <2 acompanhamentos (RP: 1,10; 1,01/1,21) eram mais propensas a trajetória de AF Superior. Ao um ano, a amamentação parcial (β: 0,56; 0,08/1,05) esteve positivamente associada a AF e o tempo de tela excessivo, negativamente (β: -1,24; -1,77/-0,72). Aos dois anos, frequentar escola pública (β: -1,71; -3,07/-0,35) ou privada (β -1,32; -2,46/-0,17) foi negativamente associada a AF, enquanto a caminhada de lazer materna (β: 1,47;0,11/2,83) e a mãe perceber seu filho como mais ativo do que crianças da mesma idade (β: 1,69; 0,25/3,13) estiveram positivamente associadas a AF infantil. Aos quatro anos, a duração da amamentação por mais de seis meses (exceto crianças que seguiam em amamentação parcial), ≥2 irmãos (β: 1,58; 0,27/2,89), alguma AF de lazer materna com exceção da caminhada (β: 1,94; 0,64/3,24) e a mãe perceber seu filho como mais ativo do que crianças da mesma idade (β: 3,59; 2,61/4,56) apresentaram associação positiva com os níveis de AF. Já frequentar escola pública (β: -1,79; -2,95/-0,65) e a mãe perceber o filho como menos ativo (β: -4,80; -6,93/-2,67) estiveram negativamente associados à AF. Essas características devem ser consideradas ao planejar programas e intervenções de AF para crianças na primeira infância.