Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Schiatti, Jéssica Carollina Von Schusterschitz Soares |
Orientador(a): |
Muniz, Ludmila Correa |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Nutrição e Alimentos
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13821
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Resumo: |
A relação entre saúde mental e alimentação apresenta natureza bidirecional e a maneira como nos alimentamos pode contribuir tanto para a incidência de transtornos mentais, quanto auxiliar na prevenção e no tratamento dos mesmos. Os agravos relacionados aos transtornos mentais e ao consumo alimentar inadequado dos brasileiros representam importante problema de saúde pública devido à alta prevalência e magnitude na população. Assim, inquéritos de base populacional são ferramentas essenciais para identificar demandas prioritárias de atenção à saúde, pois possibilitam estimar a prevalência de problemas de saúde pública, como os sintomas depressivos e o consumo alimentar a nível nacional. Diante disto, o presente estudo teve por objetivo avaliar a associação entre sintomas depressivos e consumo alimentar em adultos e idosos brasileiros. Trata-se de um estudo transversal, de base populacional, para o qual foram utilizados os dados da Pesquisa Nacional de Saúde dos anos de 2013 e de 2019. Indicadores referentes a sintomas depressivos, consumo alimentar e características socioeconômicas e demográficas foram analisados. A análise dos dados teve como exposição os sintomas depressivos medidos através do Patient Health Questionnaire-9 e caracterizado de duas formas diferentes: utilizando ponto de corte ≥9 pontos e segundo o Manual Estatístico de Desordens Mentais. O desfecho, consumo alimentar, foi medido através do escore de consumo alimentar não saudável. Para verificar a associação entre a saúde mental dos entrevistados e o consumo alimentar foram utilizados modelos de regressão linear brutos e ajustados. A análise da associação entre sintomas depressivos e o escore de alimentação não saudável mostrou que o escore médio de alimentação não saudável foi significativamente maior em indivíduos que possuíam sintomas depressivos, independente do critério utilizado para definição do desfecho. Análise de sensibilidade indicou que indivíduos com sintomas depressivos apresentaram, especificamente, menor prevalência de consumo regular de feijão, de legumes e verduras, de frutas e leites, enquanto o consumo regular de bebidas adoçadas e de doces se mostrou maior. Em conclusão o estudo observou que tanto em 2013 quanto em 2019, indivíduos com sintomas depressivos apresentaram pior qualidade da dieta, com menor consumo regular de marcadores de alimentação saudável e maior prevalência de consumo regular de alimentos marcadores de risco. |