Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2019 |
Autor(a) principal: |
Ávila, Mariana Müller de |
Orientador(a): |
Miranda, Ana Ruth Moresco |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Letras
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Departamento: |
Centro de Letras e Comunicação
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/4812
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Resumo: |
Este estudo analisa o registro gráfico da nasalidade pós-vocálica empregado por crianças em aquisição da linguagem escrita e que falam diferentes variantes da língua portuguesa. Tendo em vista as divergências teóricas que envolvem a nasalidade vocálica no português, se formada pela estrutura vogal + consoante nasal, como postula Camara Junior (1979), ou se constitui uma propriedade das vogais (COSTA, FREITAS, 2001), esta pesquisa busca investigar como crianças que partilham do mesmo sistema linguístico, porém de variantes diferentes, têm representada a nasalidade fonológica. Trabalhos como de Abaurre [1988] (2011), Miranda (2009a, 2011, 2018) e Rodrigues, Lourenço-Gomes (2018) apontam que o registro gráfico da nasalidade é complexo às crianças em aquisição da escrita, visto que apresentam índices de erros superiores ao de outros segmentos em posição pós-vocálica, como fricativas e róticas. Desse modo, a fim de discutir a relação entre a nasalidade vocálica no sistema linguístico e a grafia de crianças brasileiras, moçambicanas e portuguesas, tendo em vista as diferentes propostas teóricas para a nasalidade no português, esta pesquisa tem como objetivos específicos: i. descrever as grafias utilizadas por crianças brasileiras, moçambicanas e portuguesas para representar a nasalidade fonológica; ii. comparar as representações gráficas utilizadas para a grafia da nasalidade vocálica pelos estudantes. As amostras de textos utilizadas para a pesquisa pertencem ao Banco de Textos de Aquisição da Linguagem Escrita (BATALE) e correspondem aos Estratos 3, 4 e 9. Como resultado da análise, o estudo mostra que, ainda que as variedades linguísticas dos estudantes tenham suas especificidades, a nasalidade constitui um problema às crianças em aquisição da escrita das três nacionalidades, uma vez que não a têm representada como uma estrutura bifonêmica. Em todas as amostras, tanto de 1º quanto de 2º ano, o tipo de erro com maior recorrência foi o de omissão do registro da nasalidade, sobretudo, em posição medial de palavras. A exceção encontrada na pesquisa corresponde aos dados analisados na amostra das turmas portuguesas de 1º ano, que apresentam mais erros na grafia da nasalidade final. Os resultados desta pesquisa mostram que, para os estudantes em período de alfabetização, a nasalidade pós-vocálica constitui propriedade das vogais. |