O ensino de ciências no 9º ano do ensino fundamental: uma proposição de desfragmentação do currículo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Campelo, Flávia de Nobre
Orientador(a): Ferreira, Maira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ensino de Ciências e Matemática
Departamento: Faculdade de Educação
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://repositorio.ufpel.edu.br/handle/ri/2777
Resumo: A dissertação de mestrado se refere a um estudo de currículo de Ciências, cuja questão de pesquisa é problematizar a fragmentação curricular da disciplina de Ciências no 9º ano do Ensino Fundamental em escolas públicas municipais da cidade de Turuçu, e, a partir da análise do currículo, desenvolver ações para desfragmentar o ensino de Ciências na Escola Caldas Júnior, articulando os conceitos de Química, Física e Biologia, em oposição à “hiperdisciplinarização” característica da disciplina de Ciências no último ano do Ensino Fundamental. Entre as atividades planejadas para as unidades didáticas Energia, Alimentação e Atividades Agrícolas na Comunidade, estão aulas dialogadas, atividades práticas, leituras, produções textuais, debates e seminários, e pesquisas com o uso de diversas fontes, envolvendo conhecimentos de diferentes áreas das Ciências. A pesquisa, de cunho qualitativo, teve como ações a investigação em planos de curso da disciplina, em entrevistas com a supervisora das escolas, com uma professora de Ciências e com os estudantes participantes, em materiais produzidos pelos alunos e em registros em diário de bordo. Para análise dos dados, optou-se por uma aproximação ao método hermenêutico-dialético que promove uma interpretação aproximada da realidade. A realização do estudo mostrou que a utilização de unidades didáticas, com ênfase na contextualização e na interdisciplinaridade, integrando conteúdos de diferentes áreas de Ciências, pode ser uma forma de minimizar a fragmentação do currículo. Considerando que o contexto e o planejamento de uma (re) organização curricular para o ensino são definidos e validados pela postura do professor, esse ao buscar desenvolver aprendizagens conceituais, procedimentais e atitudinais em seus alunos, exercita sua autonomia e faz escolhas, daí a importância da formação continuada de professores, a qual possibilita a reflexão sobre o “ser professor/a” e mostra a relevância da pesquisa na prática docente.