Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2017 |
Autor(a) principal: |
Pasini, Rafael Antonio |
Orientador(a): |
Grützmacher, Anderson Dionei |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Fitossanidade
|
Departamento: |
Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.ufpel.edu.br/handle/prefix/3669
|
Resumo: |
A cultura do trigo apresenta grande importância na alimentação humana e animal. Para que grandes produtividades sejam obtidas, faz-se necessário o controle de insetos, doenças e plantas daninhas. O controle químico é a principal medida utilizada pelos agricultores para o manejo dessas pragas. No entanto, esses agrotóxicos podem afetar de forma negativa os inimigos naturais presentes nesse cultivo. Chrysoperla externa e Eriopis connexa são dois predadores vorazes encontrados com frequência, predando insetos-praga presentes na cultura do trigo. Para que o controle químico e o controle biológico possam ser associados de forma harmoniosa nas lavouras de trigo é necessário que os produtos químicos utilizados sejam seletivos aos insetos benéficos. Nesse sentido, estudos de seletividade a inimigos naturais podem gerar uma grande quantidade de informações importantes para que a associação desses dois métodos de controle possa ser viabilizada, e com o mínimo impacto ao meio ambiente. Objetivou-se com este trabalho avaliar a seletividade de agrotóxicos utilizados na cultura do trigo aos predadores C. externa e E. connexa, utilizando como base a metodologia da “International Organization for Biological and Integrated Control of Noxious Animals and Plants” (IOBC), através de bioensaios em laboratório sobre larvas, ovos, pupas e adultos, além de testes de pesistência biológica em casa-de-vegetação sobre larvas e adultos. O inseticida diflubenzuron SC foi o único inseticida considerado levemente nocivo as larvas de E. connexa. Os inseticidas inibidores da biossíntese de quitina diflubenzuron SC, diflubenzuron WP, lufenuron e triflumuron apresentaram reduzida mortalidade aos adultos de C. externa e E. connexa. Para os ovos dos predadores, o inseticida etofenproxi foi classificado como levemente nocivo a C. externa, sendo que imidacloprido+beta-ciflutrina, diflubenzuron WP, tiametoxam+lambda-cialotrina A e B, gama-cialotrina e etofenproxi apresentaram a mesma classificação para E. connexa, tendo ainda metomil sendo classificado como moderadamente nocivo aos ovos do predador. Imidacloprido+beta-ciflutrina foi considerado como levemente nocivo as pupas de C. externa enquanto imidacloprido+beta-ciflutrina, tiametoxam+lambda-cialotrina A e B e lufenuron apresentaram efeito total superior a 30% e foram classificados como levemente nocivos as pupas do predador E. connexa. Quanto a persistência, com exceção de tiametoxam+lambda-cialotrina que 7 foi moderadamente persistente, gama-cialotrina, imidacloprido+beta-ciflutrina, metomil e tiametoxam foram persistentes as larvas de C. externa e E. connexa. Gama-cialotrina, imidacloprido+beta-ciflutrina e metomil foram persistentes a C. externa e imidacloprido+beta-ciflutrina e metomil aos adultos de E. connexa. Tiametoxam foi considerado moderadamente persistente a C. externa e gamacialotrina, tiametoxam e tiametoxam+lambda-cialotrina a E. connexa. O inseticida tiametoxam+lambda-cialotrina foi levemente persistente aos adultos de C. externa. O herbicida glufosinato de amônio foi classificado como moderadamente nocivo a fase larval de ambos os predadores. Quase todos os herbicidas foram classificados como inócuos aos ovos dos dois predadores, com exceção de metsulfuron-metil que foi classificado como levemente nocivo aos ovos de E. connexa. O herbicida 2,4-D amina foi classificado como levemente nocivo a pupas de C. externa e pirimidinadiona apresentou a mesma classificação a pupas de E. connexa. Os fungicidas piraclostrobina+epoxiconazole B e picoxistrobina+ciproconazole são nocivos as larvas de C. externa. Piraclostrobina+epoxiconazole A foi levemente nocivo a fase de ovo, e propiconazol foi levemente nocivo a fase de pupa de C. externa. O fungicida piraclostrobina+epoxiconazole A foi considerado nocivo as larvas de E. connexa. Piraclostrobina+epoxiconazole A e tebuconazole A foram levemente nocivos a fase de ovo, e piraclostrobina+epoxiconazole A e propiconazol foram levemente nocivos a fase de pupa do coccinelídeo. |