Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2016 |
Autor(a) principal: |
Engers, Patricia Becker |
Orientador(a): |
Silva, Marcelo Cozzensa da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
|
Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
|
Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em Educação Física
|
Departamento: |
Escola Superior de Educação Física
|
País: |
Brasil
|
Palavras-chave em Português: |
|
Área do conhecimento CNPq: |
|
Link de acesso: |
http://repositorio.ufpel.edu.br/handle/prefix/3759
|
Resumo: |
Diversos aspectos podem influenciar o envolvimento em atividades físicas, sendo eles de cunho biológico, social e ambiental. Entre estes aspectos encontram-se as denominadas barreiras para a prática de Atividade Física (AF), que são definidas pela literatura como empecilhos da vida diária que podem impedir a prática de maneira regular. Apesar de ser um tema bastante pesquisado nas últimas décadas, em uma busca realizada nas principais bases de dados da área de saúde (PubMed, SciElo e Lilacs), não foram encontrados estudos que tenham investigado as barreiras percebidas para a prática de AF em crianças brasileiras. O conhecimento sobre a temática nesta faixa etária é, entre outras coisas, afetado pela inexistência de instrumentos validados para esta finalidade. Neste sentido, o presente estudo objetivou desenvolver um instrumento para identificar as barreiras para a prática de AF em crianças. Foi realizado um estudo de validação de caráter observacional com delineamento transversal com população de escolares de 06 a 09 anos da cidade de Uruguaiana/RS. A elaboração do instrumento se deu a partir de diversas etapas: construção da matriz teórica; validação de conteúdo; levantamento das barreiras através de questões abertas aplicadas por Proxy-report (n=100) e grupos focais (pais ou responsáveis e crianças). Constituindo um questionário composto por 29 questões fechadas. Após realizar o teste de clareza do instrumento, foi realizada a aplicação do mesmo, por Proxy-report (n=293) para verificar a validade de construto (Análise Fatorial Exploratória) e a consistência interna (Coeficiente Alfa de Cronbach). Depois de uma semana, os mesmos pais ou responsáveis foram convidados a responder o questionário em reteste (n=168) verificando-se a concordância (Índice Kappa). A análise fatorial exploratória distribuiu as 29 questões em seis fatores, com variância total de 55,6%. Todos os itens que definiram os fatores obtiveram carga maior que 0,4 e eingenvalues acima de 1,0. Na análise de consistência interna, as correlações item-total variaram de 0,23 a 0,64 e o valor total de alfa foi de 0,90. A reprodutibilidade variou entre 0,43 e 0,78. Dezenove questões atenderam todos os critérios adotados para o estudo, constituindo um instrumento que apresenta validade e fidedignidade adequadas para identificação das barreiras para prática de AF em crianças. |