Panorama da prevalência de doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado no Rio Grande do Sul e sua correlação com indicadores de saneamento

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Dall’Agnol, Ana Luiza Bertani
Orientador(a): Quadro, Maurizio Silveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais
Departamento: Centro de Engenharias
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/7521
Resumo: As infraestruturas operacionais de saneamento são compostas por serviços de abastecimento de água, esgotamento sanitário, resíduos sólidos e drenagem de águas pluviais. A falta ou a ineficiência dessas funções acarreta prejuízos à qualidade de vida da população, incluindo o favorecimento ao acometimento de algumas enfermidades, que são classificadas como Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSAI), pois estão associadas à água, às excretas e alguns vetores. Assim, o objetivo deste trabalho foi verificar se existe associação entre as condições de saneamento dos municípios com a prevalência de internações em virtude das doenças relacionadas com a deficiência do saneamento no estado do Rio Grande do Sul. Foram considerados os dados secundários do Sistema Único de Saúde (SUS) para internações hospitalares e do Sistema Nacional de Informações de Saneamento (SNIS) e do Sistema de Informação da Atenção Básica (SIAB) para os indicadores de saneamento dos municípios. Foi realizada uma análise descritiva das internações por DRSAI por grupos de municípios, conforme sua população, considerando todos os municípios do estado para o ano de 2010. Posteriormente, foi realizada uma análise de correlação de Pearson, com dados de 2003 a 2015, através de indicadores de saneamento com as internações hospitalares de 32 municípios do estado. Os resultados mostraram que as internações por DRSAI no Rio Grande do Sul tiveram uma redução entre 1998 e 2018. Contudo, ainda foram notificadas 427.323 internações por DRSAI no estado nesse mesmo período e que, dentre as doenças do grupo, as diarreias são as mais frequentes, representando 93,7% do total. As análises de correlação mostraram que há evidências de que o saneamento exerce influência no comportamento das taxas de internações, visto que foram encontrados resultados significativos (p<0,05). A maioria das correlações foram inversamente proporcionais entre os indicadores de saneamento com as taxas de internações por DRSAI, indicando que incrementos nas infraestruturas de saneamento podem reduzir o acometimento de DRSAI. Assim, ressalta-se a importância dos investimentos nos setores do saneamento, além da intensificação da saúde preventiva para evitar a propagação das doenças aqui avaliadas.