Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
Soares, Tamires Ferreira |
Orientador(a): |
Vargas, Jonas Moreira |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pelotas
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pós-Graduação em História
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Área do conhecimento CNPq: |
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Link de acesso: |
http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13664
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Resumo: |
O regime político de Getúlio Vargas julgava a Educação como recurso essencial para a modernização e o progresso da sociedade, sendo assim, o governo estabeleceu leis de nacionalização bastante rígidas, especialmente no âmbito da política educacional. No decorrer do Estado Novo foi empregada uma maior repressão policial ao professorado que não se adequasse à nova conjuntura, com frequentemente inspeções nas escolas públicas e privadas para avaliar as metodologias, conhecimentos e ideais que estavam sendo ensinados nas instituições e se, de fato, apoiavam a ideologia do governo de Vargas. Paralelo a esse movimento do governo, os professores não tiveram um comportamento apático e sim o oposto, pois se reuniam desde a década de 1920 em associações de classe debatendo sobre a conjuntura política e educacional de sua época. Para ampliar essas discussões, foi fundada no Rio de Janeiro, em 1925, a Associação Brasileira de Educação (ABE). O presidente da ABE Levi Carneiro incentivou a fundação de filiais pelo Brasil e na cidade de Pelotas essa proposta surtiu efeito rapidamente em 1926, ao conceber a Seção Pelotense da Associação Brasileira de Educação (SPABE). Em 1928, com o objetivo de estabelecer uma associação que atuasse como órgão de defesa, valorização e aperfeiçoamento da classe docente foi criada a Associação Sul Rio Grandense de Professores (ASRP), que se demonstrou extremamente ativa no município. Utilizando o método prosopográfico foi possível perceber que as lideranças da SPABE e da ASRP reuniam um grupo bastante heterogêneo de profissionais, com destaque para membros de uma elite tradicional da cidade e professores da rede básica e superior do município. Dessa forma, este estudo explora, a partir da História Social da Educação, os campos de atuação das lideranças docentes da SPABE e da ASRP desde a sua fundação, em 1926 e 1928, até o período dos governos de Vargas (1930-1945), procurando analisar quem eram essas pessoas, como as associações agiam em defesa do professorado local e como elas podem ter servido também como espaço de sociabilidade para alguns membros da elite local influenciarem nas diretrizes educacionais do município e se projetarem socialmente entre os intelectuais locais. |