Os professores e as elites locais na defesa da educação: as lideranças e as atividades da Associação Brasileira de Educação e da Associação Sul-Rio-Grandense de Professores em Pelotas (1926-1945)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Soares, Tamires Ferreira
Orientador(a): Vargas, Jonas Moreira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em História
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/13664
Resumo: O regime político de Getúlio Vargas julgava a Educação como recurso essencial para a modernização e o progresso da sociedade, sendo assim, o governo estabeleceu leis de nacionalização bastante rígidas, especialmente no âmbito da política educacional. No decorrer do Estado Novo foi empregada uma maior repressão policial ao professorado que não se adequasse à nova conjuntura, com frequentemente inspeções nas escolas públicas e privadas para avaliar as metodologias, conhecimentos e ideais que estavam sendo ensinados nas instituições e se, de fato, apoiavam a ideologia do governo de Vargas. Paralelo a esse movimento do governo, os professores não tiveram um comportamento apático e sim o oposto, pois se reuniam desde a década de 1920 em associações de classe debatendo sobre a conjuntura política e educacional de sua época. Para ampliar essas discussões, foi fundada no Rio de Janeiro, em 1925, a Associação Brasileira de Educação (ABE). O presidente da ABE Levi Carneiro incentivou a fundação de filiais pelo Brasil e na cidade de Pelotas essa proposta surtiu efeito rapidamente em 1926, ao conceber a Seção Pelotense da Associação Brasileira de Educação (SPABE). Em 1928, com o objetivo de estabelecer uma associação que atuasse como órgão de defesa, valorização e aperfeiçoamento da classe docente foi criada a Associação Sul Rio Grandense de Professores (ASRP), que se demonstrou extremamente ativa no município. Utilizando o método prosopográfico foi possível perceber que as lideranças da SPABE e da ASRP reuniam um grupo bastante heterogêneo de profissionais, com destaque para membros de uma elite tradicional da cidade e professores da rede básica e superior do município. Dessa forma, este estudo explora, a partir da História Social da Educação, os campos de atuação das lideranças docentes da SPABE e da ASRP desde a sua fundação, em 1926 e 1928, até o período dos governos de Vargas (1930-1945), procurando analisar quem eram essas pessoas, como as associações agiam em defesa do professorado local e como elas podem ter servido também como espaço de sociabilidade para alguns membros da elite local influenciarem nas diretrizes educacionais do município e se projetarem socialmente entre os intelectuais locais.