Potencial de 10 isolados de Xanthomonas arborícola pv pruni para produção de xantana e otimização das condições de recuperação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Munhoz , Adriel Penha
Orientador(a): Diaz, Patrícia Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos
Departamento: Faculdade de Agronomia Eliseu Maciel
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/handle/prefix/6649
Resumo: Os micro-organismos são capazes de sintetizar ampla diversidade de estruturas químicas, como a produção de biopolímeros hidrossolúveis com diferentes propriedades. A produção de biopolímeros bacterianos pode ser induzida pelo excesso de macronutrientes, juntamente com limitação de outros micronutrientes, além de fatores, como a espécie de micro-organismo, condições do cultivo microbiano e o solvente aplicado para precipitação da goma. Nesse contexto, o objetivo do presente trabalho foi avaliar a produção de xantana, conteúdo de acetil e piruvato e o perfil de viscosidade das gomas oriundas de bactérias isoladas da cidade de Pelotas-RS em dois meios de produção distintos, comparando com a bactéria Xanthomonas campestris NRRL B-1459, que é utilizada industrialmente para obtenção da goma. Foram utilizadas 10 isolados de bactérias Xanthomonas arboricola pv pruni e Xanthomonas campestris NRRL B-1459. Para a produção do biopolímero xantana foram utilizados os meios MPI+II (meio A) e o meio de produção MPII (meio B). Para as análises reológicas foram preparadas soluções a 1% (m/v) e conduzidas em reômetro Rheostress (HAAKE RS 150) variando-se a taxa de deformação entre 0,1 e 1000 s-1, por 300 s, a 25 ºC. As determinações dos ácidos acético e pirúvico foram realizadas através dos métodos do ácido hidroxâmico e do 2,4 dinitrofenilhidrazina, sendo que os valores de concentração de xantana e biomassa foram obtidos por análise gravimétrica. Todos os experimentos foram realizados em triplicata. Os valores médios e desvios-padrão foram submetidos à Análise de Variância e teste de Tukey. Todos isolados de Xanthomonas arborícola pv pruni provenientes dos pessegueiros da cidade de Pelotas-RS possuem um grande potencial de produção de xantana em comparação com Xanthomonas campestris NRRL B – 1459, que é utilizada industrialmente. Valores de concentração de goma xantana em meio A variaram de 4,54 ± 0,44 g L-1 a 17,68 ± 2,14 g L-1 e em meio B de 8,12 ± 1,17 g L-1 a 26,02 ± 0,18 g L-1. Já os valores de piruvato variaram de 0,33 ± 0,09% a 2,91 ± 0,49% em meio A e 0,37 ± 0,09% a 6,74 ± 0,63% em meio B, enquanto que os valores de acetil variaram de 0,30 ± 0,2% a 3,11 ± 0,10% em meio A, e em meio B de 0,33 ± 0,06% a 3,31 ± 0,05%. O perfil de viscosidade das xantanas em solução aquosa apresentou um comportamento de fluido não newtoniano, pseudoplástico, o que é característico para este tipo de goma.