Uso de lectinas nativas e recombinantes de patade-vaca (Bauhinia forficata e Bauhinia variegata) e banana (Musa acuminata) no controle da formação de biofilme em cateter por isolados de Klebsiella pneumoniae produtores de carbapenemases (KPC)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Wozeak, Daniela Rodriguero
Orientador(a): Hartwig, Daiane Drawanz
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pelotas
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação em Parasitologia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://guaiaca.ufpel.edu.br/xmlui/handle/prefix/14128
Resumo: Biofilmes são complexas comunidades microbianas que residem em uma matriz de exopolissacarídeos e se aderem a superfícies bióticas e abióticas. Em ambiente hospitalar, eles são normalmente a causa de infecções crônicas e infecções relacionadas a assistência à saúde (IRAS) associadas a dispositivos médicos. O biofilme permite aos micro-organismos resistirem a condições adversas e estresse ambiental, incluindo o sistema imunológico do hospedeiro e a ação de antimicrobianos. Essa característica dificulta a terapêutica e justifica a busca por moléculas com ação de controle de formação de biofilme. Neste contexto, destacamos as lectinas, proteínas capazes de se ligar especificamente a carboidratos presentes na superfície da bactéria e desencadear sua ação. Desse modo, o objetivo deste trabalho foi verificar o potencial de ação de controle na formação de biofilme por lectinas nativas e recombinantes, isoladas das plantas Bauhinia forficata, Bauhinia variegata e Musa acuminata, frente a isolados de Klebsiella pneumoniae produtores de carbapenemases. Foram realizados diversos ensaios para avaliar a formação de biofilme pelos isolados, como o ensaio do Vermelho Congo, formação de biofilme in vitro, e padronização do método para avaliação da formação de biofilme em cateter, além de ensaios para avaliar a capacidade das lectinas no controle de formação de biofilme, como concentração mínima inibitória e concentração mínima bactericida. As lectinas demonstraram atividade bacteriostática e capacidade de reduzir a formação de biofilme em cateteres de uso hospitalar nos isolados avaliados. Os dados gerados nesse estudo sugerem que as lectinas têm potencial no desenvolvimento de uma formulação para controle da formação de biofilme, porém serão necessários mais estudos para elucidar os mecanismos de ação, terapia combinada com antimicrobianos e estratégia terapêutica.