A democracia à luz da vontade de poder

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: FARIAS, Antonio de Odilon Brito Madureira de
Orientador(a): MATOS, Junot Cornélio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pós-Graduação Profissional em Filosofia (PROF-FILO)
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39132
Resumo: A presente dissertação de mestrado busca analisar a visão do filósofo Friedrich Nietzsche sobre a democracia, estabelecendo como base para tal análise seu conceito “vontade de poder”. Em primeiro lugar, definiremos alguns aspectos centrais da vontade de poder, em especial o fato de este conceito exprimir a essência do mundo; assim, de maneira resumida, o mundo seria compreendido como uma multiplicidade de forças atuando sobre outras. A segunda parte da dissertação buscará fazer uma relação entre a vontade de poder e a moralidade, expondo certos desdobramentos daquele conceito, e mostrando haver uma relação entre a vontade de poder enfraquecida e a moralidade cristã. Por fim, como para Nietzsche há uma íntima relação entre a moral cristã e os ideais de “igualdade” e “amor ao próximo”, na terceira parte buscaremos interpretar a visão de Nietzsche sobre a democracia à luz do que foi exposto anteriormente. Com efeito, buscaremos demonstrar que na nossa acepção a crítica nietzschiana à democracia, embora possua poderosos argumentos, precisaria ou reafirmar um sistema político democrático baseado na afirmação da diferença, ou defender uma forma de governo autocrático, o que na prática se configuraria como uma forma de moralismo tantas vezes criticado pelo próprio filósofo, na medida em que necessitaria esmagar a diversidade da vontade de poder para se impor.