Produtividade de biomassa e interações árvore-cultivo em sistemas agroflorestais no agreste da Paraíba

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Martin Pêrez Marin, Aldrin
Orientador(a): Simões Cezar Menezes, Rômulo
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/9669
Resumo: Sistemas agroflorestais, como o cultivo em aléias (alley cropping) ou a implantação de cercas vivas com gliricídia (Gliricidia sepium), vêm sendo adotados em propriedades agrícolas familiares no Agreste paraibano com o intuito de melhorar a fertilidade do solo e aumentar a produtividade agropecuária. Entretanto, na região, são praticamente inexistentes estudos quanto à dinâmica de nutrientes e água e a produção de biomassa em sistemas agrícolas familiares com incorporação do componente arbóreo. Objetivando compreender a natureza e o alcance desses processos foi desenvolvido o presente estudo, de 2003 a 2005 no Centro Agroecológico São Miguel (CASM), no município de Esperança, no Agreste paraibano. Na primeira parte da pesquisa (Capítulo 1) quantificaram-se os efeitos da presença da gliricídia em sistemas de cultivo com (CA) e sem aléias (SA) e da adubação orgânica com esterco ou ramas de gliricídia sobre a produtividade de grãos e palha do milho e a produtividade total de biomassa dos sistemas. A produtividades de grãos no sistema de cultivo SA foram 268, 129 e 116 % maior que o sistema CA, no primeiro, segundo e terceiro ano, respectivamente. Ao longo dos três anos, entretanto o sistema CA foi capaz de produzir maiores quantidades totais de biomassa (86, 120 e 37%) quando comparado ao sistema SA. Não houve diferenças significativas entre a incorporação de esterco e gliricídia quanto à produtividade do milho e vegetação nativa espontânea, porém ambas fontes orgânicas aumentaram significativamente a produtividade do milho e vegetação nativa espontânea quando comparadas ao tratamento controle. Na segunda parte (Capítulo 2) da pesquisa descreve-se o efeito da introdução de fileiras de gliricídia, sete anos após o plantio das árvores, em campos cultivados com milho, sobre: (i) teores de carbono orgânico total (COT), P, K e matéria orgânica leve (MOL) do solo, (ii) características microclimáticas, (iii) umidade do solo medida (v) produtividade e absorção de nutrientes pelo milho; e (iv) queda de folhedo da gliricídia. A massa seca de folhedo caído embaixo da fileira de árvores foi de 1390 kg ha-1 e diminuiu gradativamente para 270 kg ha-1 a 3 m de distância das árvores. As concentrações de P, K e matéria orgânica leve (MOL) embaixo das árvores foram maiores do que a 1 e 3 m de distância das fileiras. As médias mensais das temperaturas máximas do solo e do ar foram 6 e 2 ºC mais altas a 3 m das árvores, respectivamente. A umidade do solo foi significativamente menor embaixo das árvores do que a 1 e 3 m de distância. O milho produziu mais grãos e palha e acumulou mais nutrientes nas posições mais próximas (1 e 2 m) das fileiras de gliricídia