Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
CAVALCANTI JR, Luan Aristides Barbosa |
Orientador(a): |
FONTE, Eliane Maria Monteiro da |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Sociologia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/39172
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Resumo: |
O consumo de metilfenidato, estimulante de circulação restrita, em geral, indicado para o tratamento do TDA/H, vem aumentando consideravelmente no Brasil. O número de pessoas saudáveis, em especial, universitários, que passou a fazer uso da substância está causando alarde nos meios de comunicação de massa. Com efeito, esta pesquisa buscou identificar, através de uma investigação empírica, como os alunos da UFPE que utilizam metilfenidato concebem e manejam o consumo desse medicamento, a partir de suas posições sociais e trajetórias educacionais. Também investigou a relação do estimulante com a utilização de outras drogas, bem como o impacto que o uso do psicofármaco possui na saúde, no desempenho acadêmico e na procura da felicidade, conforme a percepção de tais pessoas. Foram realizadas, para tanto, entrevistas semiestruturadas, com uma amostra não probabilística de universitários, selecionados por meio do método da bola de neve. A transcrição das entrevistas foi organizada e decodificada através do uso da técnica de análise de conteúdo. Os resultados do estudo apontam que o processo de autonomização, associado ao culto da performance, tem fomentado um estado de ânimo propício ao consumo de metilfenidato. A utilização do estimulante parece estar vinculada à noção de farmaceuticalização da existência. A maioria dos informantes, com efeito, faz uso do psicofármaco sem prescrição médica, sobretudo, visando aprimorar o desempenho acadêmico. A socialização primária, ou melhor, a forma como os entrevistados aprenderam a lidar com os estudos e o consumo de medicamentos na infância, perpassa visivelmente a opção pela utilização de metilfenidato atualmente. Contudo, foi observado que outras variáveis, a exemplo de trabalho e renda, também exercem uma influência significativa no uso do estimulante. Boa parcela dos informantes consegue a droga com pessoas que receberam o diagnóstico de TDA/H e possuem, assim, a prescrição devida para comprá-la. Independentemente se o psicotrópico foi utilizado para redigir a dissertação ou “simplesmente” apresentar um trabalho, os universitários entrevistados afirmaram de forma unânime que o consumo do fármaco potencializa, de fato, o rendimento acadêmico. Entretanto, a utilização constante da substância, mesmo marcada por um cálculo profundo, tem causado, de acordo com os depoimentos colhidos, problemas de sociabilidade e saúde muito graves, a exemplo de insônia, taquicardia e dependência. |