Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2018 |
Autor(a) principal: |
LIMA, Wayne Rodrigues de |
Orientador(a): |
GUILLEN, Isabel Cristina Martins |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Historia
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32879
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Resumo: |
Nesta Dissertação, busca-se a análise do evento Recifolia, realizado na cidade do Recife entre os anos de 1993 e 2003, a partir da identificação dos debates em torno de sua realização e seu desenrolar ao longo do período em que ocorreu. Organizado em um contexto de ascensão de eventos micareta, com modelo tributário das transformações dos carnavais de Salvador, o Recifolia era baseado em desfiles de trios elétricos e contava com grande presença de atrações identificadas como baianas, em momento no qual o gênero axé-music ocupou importantes espaços nos meios de comunicação e no mercado fonográfico brasileiro. O debate em torno do Recifolia, por sua vez, evidenciou a ideia de que a identidade cultural recifense e pernambucana estaria sofrendo uma agressão e uma descaracterização por ser a concepção do Recifolia um elemento exterior a ela. Dessa forma, a análise se desenvolve investigando como este modelo, bastante delimitado, foi recebido em Recife por jornalistas, músicos, intelectuais e mesmo leitores de jornais. Diante disso, a partir das publicações jornalísticas, bem como de entrevistas e produções fonográficas de artistas que participavam do evento, buscou-se analisar como se colocavam as atrações pernambucanas dentro deste modelo de festa “fora de época”, “trieletrizado”. Contudo, o debate em torno da cultura não engloba todas as possibilidades para um entendimento mais completo acerca do Recifolia. O evento se inseria em um momento no qual as ações políticas estavam muito ligadas ao setor turístico, tendo o Recifolia ocupado lugar central na concepção de turismo de eventos muito em evidência no início dos anos 1990 e observada na capital pernambucana. Desta forma, com o uso de documentos oficiais, como os Planos Orçamentários da Prefeitura do Recife, buscou-se expandir a análise para além da identidade cultural, posto que o Recifolia foi um evento público inserido nas ações municipais de diferentes gestões. O fato de sempre ocorrer em um espaço urbano que se dizia ser indissociável, a praia de Boa Viagem, revela sua íntima relação com o cotidiano – e sua eventual alteração - de um bairro de formação residencial, bem como com a política urbana da cidade e as negociações entre poder público e cidadãos. |