Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2005 |
Autor(a) principal: |
de Fatima Alves, Maria |
Orientador(a): |
Não Informado pela instituição |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Tese
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7738
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Resumo: |
Partindo do pressuposto de que a interação é a base da construção do conhecimento e de que os conceitos não são entidades isoladas na mente dos indivíduos, mas construções conjuntas de significações em contextos específicos, o interesse de nosso estudo volta-se para a investigação dos processos de construção de conceitos e ampliação de conhecimentos na dinâmica interativa entre professor e aluno. Pretendemos investigar como o saber é construído em sala de aula e que influência as estratégias interativas ou não interativas de construção de conceitos exercem no processo de aprendizagem e desenvolvimento de atividades cognitivas do aprendiz. As reflexões que fundamentam a nossa análise apóiam-se, preponderantemente, nas concepções teóricas da Lingüística cognitiva de base interacional. Utilizamos exemplos de aulas das disciplinas língua portuguesa e ciências, coletados em turmas da segunda fase do ensino fundamental, em escolas públicas, através de uma pesquisa de interesse etnográfico. Concluímos que a construção do conhecimento não consiste em um ato isolado e individual que decorre do uso direto de definições preconcebidas ou de informações recebidas, mas que ocorre através de atividades sócio-interativas que geram negociação e compartilhamento de sentidos, e que os conceitos são construídos interativamente a partir da necessidade de uso e de aprendizagem dos interactantes da linguagem. De modo contrário, eles são trabalhados na instituição escolar de forma mecânica e direta, como se fossem meros pacotes de sentido que devem ser infiltrados na mente dos alunos, independente da construção coletiva que se dá no curso das ações situadas. Falta, na verdade, uma mobilização interativa em sala de aula que leve o aprendiz a inferir sentido às construções lingüísticas, mediada pela conexão entre o novo conhecimento e o conhecimento prévio, entre os novos conceitos, o contexto e a necessidade de uso, ou seja, pelos aspectos sociais da cognição. Uma mudança nesta dinâmica propiciaria aos alunos a chance de participarem da construção de seu próprio conhecimento, ampliando suas formas cognitivas de conhecerem e interpretarem os diversos aspectos da realidade que os cerca |