Micoses em imunodeprimidos, atividade proteásica e espectro de ação da iturina - A frente aos agentes etiológicos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: Patrícia Cerqueira Macêdo, Danielle
Orientador(a): Pereira Neves, Rejane
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/895
Resumo: Pacientes imunodeprimidos são susceptíveis a infecções fúngicas. A patogênese e conseqüência das micoses oportunistas dependem dos fatores de virulência das espécies e da habilidade de sobrepor os sistemas de defesa do hospedeiro e danificar os tecidos. Atividade proteásica contribui para esta patogênese. Novos agentes antifúngicos precisam ser testados para o tratamento das micoses mais resistentes, tais como iturina-A, um peptidolipídio extraído do Bacillus subtilis. O objetivo desta pesquisa foi detectar micoses oportunistas em imunodeprimidos, determinar a atividade proteásica e o perfil antifúngico de iturina-A frente aos agentes etiológicos. Diferentes amostras clínicas foram investigadas incluindo escamas epidérmicas, esputo, fezes, urina, lavado broncoalveolar, sangue e fragmentos de tecidos. Soro de albumina bovina (BSA), caseína e gelatina foram os substratos testados para atividade proteásica. O teste de susceptibilidade foi desenvolvido utilizando-se iturina-A em três concentrações diferentes. Trinta e cinco isolados foram obtidos incluindo as espécies: Candida albicans, C. parapsilosis, C. tropicalis, C. guilliermondii, Trichosporon cutaneum; Paracoccidioides brasiliensis, Fusarium verticilioides, F. solani, Aspergillus fumigatus, Trichophyton rubrum, Microsporum gypseum e Engyodontium album (patógeno emergente). Produção de protease foi demonstrada em vinte e sete isolados com melhores resultados evidenciados em BSA, especialmente com as espécies de Candida. Os isolados de leveduras foram sensíveis a iturina-A apenas na concentração testada mais alta (7,7mg/mL) e o perfil de susceptibilidade dos fungos filamentosos variaram entre as espécies. P. brasiliensis apresentou os melhores resultados, sendo susceptível nas três concentrações testadas