Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2023 |
Autor(a) principal: |
CABRAL, Dayrine Cristina de Oliveira |
Orientador(a): |
DINIZ, Flamarion Borges |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso embargado |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Programa de Pos Graduacao em Quimica
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Brasil
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50192
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Resumo: |
A eletroquímica tem sido uma valiosa ferramenta na análise e caracterização de produtos naturais. Isso porque, boa parte dos componentes ativos desses produtos possuem grupos funcionais capazes de sofrer processos de oxidação ou redução eletroquímica. O urucum (Bixa orellana L.) é um composto amplamente utilizado pela indústria alimentícia como corante natural e possui como principal pigmento o carotenoide bixina. A caracterização espectroscópica das sementes e extratos de urucum confirmou a presença de bixina como componente principal. A atividade eletroquímica do urucum foi avaliada em meio aquoso através da evaporação dos seus extratos (drop-casting) na superfície de diferentes eletrodos. Três espécies eletroativas foram detectadas e o comportamento eletroquímico dessas substâncias mostrou ser sensível ao eletrodo de trabalho usado e ao tipo de tratamento dado à sua superfície. A oxidação eletroquímica da bixina foi identificada entre 0,7 e 1,2 V. Essa oxidação ocorre de forma irreversível e é afetada por transporte de massa de prótons em solução quando os extratos em superfície são avaliados em baixas velocidades de varredura. A oxidação da bixina apresentou coeficientes de transferência entre 0,72 e 0,86 dependendo do extrato ou eletrodo de trabalho usado indicando que o mecanismo de oxidação do extrato ocorre de forma semelhante em todas as superfícies. A avaliação de filmes oxidados de extrato de urucum em superfície de ouro por espectroscopia Raman indica que a oxidação eletroquímica da bixina promove alterações na insaturação da sua cadeia carbônica e envolve a participação do substituinte éster presente em uma de suas extremidades, sugerindo que o processo de oxidação converte bixina em norbixina. A comparação do índice eletroquímico da bixina com o de outros carotenoides descritos na literatura mostra que este corante possui poder antioxidante semelhante aos carotenoides astaxantina e cantaxantina cujas estruturas químicas apresentam substituintes carboxílicos nas extremidades de suas cadeias carbônicas assim como é observado na bixina. |