A análise do processo de apropriação tecnológica criativa por profissional articulador : um estudo com três profissionais de Terapia Ocupacional

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SOUZA, Angélica Porto Cavalcanti de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Design
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/50967
Resumo: Essa pesquisa foca em conceituar e estudar o uso de artefato de design por especialistas em exercício profissional e o seu processo de apropriação tecnológica criativa. Denominado como “profissional articulador”, esse sujeito especialista faz sugestões para usos da tecnologia que vão além do esperado por outros, inclusos os próprios desenvolvedores. Essas sugestões acontecem em atividades em que o profissional trabalha diretamente e colaborativamente com um público de interesse e, quando considerados pelo campo do Design como indivíduos com capacidade de reformular e ressignificar artefatos, podem criar, implementar e avaliar atividades junto a demais sujeitos (público de interesse de seu exercício profissional). Ao entender tecnologia de forma ampla e desvinculada dos formatos digitalizados, esse cenário em que um profissional se apropria criativamente de uma ferramenta constitui um campo de riqueza de informação para ser considerado nos próprios processos de desenvolvimento de produtos para a área de Design. Como arcabouço teórico, foram utilizados os constructos da Teoria da Atividade Histórico-Cultural (LEONTIEV, 1981), do Modelo de Apropriação Tecnológica (CARROLL, 2004) e do Modelo do Sistema de Atividade de Apropriação de Ferramenta (WAYCOTT, 2005). Adotando uma abordagem qualitativa, essa pesquisa estudou os processos de apropriação tecnológica criativa de três profissionais de Terapia Ocupacional ao trabalhar com um novo jogo chamado “Te contei?”, implementado junto a 17 pacientes em um total de 32 aplicações. Como resultado, foi possível mapear os sistemas de atividade do profissional articulador como um influenciador na fortificação das tecnologias em uso, potencializando recursos pelo processo de ressignificação e influenciando o próprio processo de apropriação dos demais sujeitos na atividade (aqueles que participam da atividade e usam a tecnologia como planejada pelo profissional). Quando presentes nos sistemas de atividades, foi possível pontuar que esse personagem cria oportunidades para o retardamento do processo de desapropriação da ferramenta uma vez que mapeia e utiliza um mesmo artefato de diferentes maneiras, além de ativamente adaptar atividades para que fiquem mais apropriadas ao público, evitando frustrações e abandono da tecnologia. Para além da conceituação do profissional articulador, dentre as principais considerações do estudo, destaca-se a releitura dos modelos de apropriação tecnológica e a proposição de adaptação do Modelo de Apropriação Tecnológica ao incluir a apropriação criativa do profissional articulador.