O uso dos adjetivos em pasquins do século XIX: uma análise descritiva

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Ferreira Dias Júnior, Jurandir
Orientador(a): de Barros Pessoa, Marlos
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/7996
Resumo: Esta dissertação é o resultado da pesquisa que desenvolvemos durante o curso de Metrado em Letras, na área de concentração em Linguística, para a obtenção do grau de Mestre. O objetivo geral da pesquisa é descrever o uso dos adjetivos em pasquins do séc XIX, a partir de um corpus constituído por 04 (quatro) exemplares de pasquins produzidos entre os anos de 1844 e 1847. Os títulos dos pasquins são O Praieiro, A Voz do Brasil, O Foguete e O Tribuno, todos impressos no Recife. A base teórica fundamentou-se nos trabalhos de Sodré (1999), Villalta (1997), Rizzini (1977), Neves (2000), Dixon (2004) Biderman (1996) e Ilari; Basso (2009). Pasquim é um periódico que se assemelha a um jornal, mas apresenta características de uma imprensa panfletária e atrevida. Tinha uma vida de circulação ativa bastante breve, uma vez que publicava textos insultuosos, polêmicos e até com tom de escárnio. O conteúdo de periódicos como esses era formado de um único artigo, uma vez que a extensão dos pasquins ser bastante pequena. Nesses textos, o adjetivo assume importante papel no processo de predicativo de qualificação e classificação dos termos a que se referem. Percebemos o quanto a seleção lexical é relevante instrumento para o processo da elaboração de textos, tendo em vista o alcance dos objetivos textuais pretendidos. Nos pasquins analisados, evidenciamos que a presença dos adjetivos em escritos oitocentistas muito se assemelha ao uso atual, mostrando que o momento histórico estudado revela um período de apropriação da língua enquanto um elemento constitutivo e distintivo de uma nação