Exercícios domiciliares para dor cervical : a construção de um protocolo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: BEZERRA, Laylla Marjorye Rebouças
Orientador(a): SIQUEIRA, Gisela Rocha de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Fisioterapia
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/43626
Resumo: O distúrbio musculoesquelético da cervicalgia tem aumentado substancialmente nas últimas décadas e, nos últimos dois anos, foi ainda maior em decorrência da mudança de hábitos e rotina em virtude da pandemia de COVID-19. Na literatura, existem diversos tratamentos descritos para esse distúrbio, porém são escassos os protocolos autorrealizáveis voltados para a alteração biomecânica com foco na redução da dor cervical dessa população. O objetivo do estudo foi construir, validar e adequar culturalmente um protocolo de exercícios domiciliares na redução da dor cervical. Foi um estudo com abordagem metodológica para construção de um protocolo de intervenção; O estudo constituiu-se em três etapas: 1. Construção do protocolo, através de busca na literatura dos exercícios com melhor nível de evidência para a cervicalgia; 2. Validação do conteúdo do protocolo, através de avaliação por um comitê de juízes fisioterapeutas com experiência de no mínimo dois anos na área da cervicalgia, os quais utilizaram a técnica Delphi para validar o conteúdo do protocolo; 3. Adequação cultural do protocolo, através de avaliação por parte da população alvo para montagem da versão final do protocolo, composta por pessoas com relato de cervicalgia inespecífica e com relato de dor nos últimos sete dias. Como resultado, foi construído um protocolo com princípios de estabilização cervical e escapular e movimentos de membros superiores, com duração de quatro semanas. Nove fisioterapeutas completaram dois questionários, atingindo um grau de concordância aceitável para os itens do protocolo (acima de 75%) através da escala de Likert com cinco pontos. Também foi atingido o valor aceitável para o Índice de Validade de Conteúdo (acima de 0,75). O protocolo foi adequado culturalmente pela população alvo, com um total de quinze participantes. Concluímos que um protocolo domiciliar foi construído, tendo seu conteúdo validado e adequado culturalmente para tratamento da cervicalgia, constituindo-se um protocolo prático, fácil, com boa adesão, promovendo redução de custos e tendo grande aplicabilidade por ser autorrealizável.