Sobrevivi para contar : experiências escolares transgêneras na educação de jovens, adultos e idosos (EJAI)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: SANTOS, Dayanna Louise Leandro dos
Orientador(a): OLIVEIRA, Anna Luiza Araújo Ramos Martins de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Programa de Pos Graduacao em Educacao
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/43662
Resumo: Compreendendo a instituição escolar enquanto espaço composto por sujeitos com múltiplas vivências das sexualidades e diferentes construções acerca das masculinidades e feminilidades, a presente pesquisa versa sobre os sentidos das experiências escolares transgêneras na Educação de Jovens, Adultos e Idosos (EJAI) da rede pública de Pernambuco, buscando identificar os dispositivos pedagógicos (de vigilância e/ou controle) que atravessam tais vivências, assim como asformas de agência desenvolvidas por estes sujeitos. O corpus da pesquisa é composto por doze entrevistas narrativas junto a estudantes transgêneros/as da rede pública de Pernambuco regularmente matriculados/as na modalidade EJAI potencializadas através de técnicas projetivas, a exemplo do autorretrato. Considerando o avanço do movimento reativo no cenário político brasileiro e dos incessantes golpes contra a laicidade do Estado, colocar em pauta as narrativas de corpos considerados dissidentes imersos em processo de escolarização é trazer à tona os conflitos em torno das disputas discursivas e das constituições destes sujeitos. Neste esforço teórico e analítico, destacamos a importância dos estudos propostos por Brah (2006), Butler (2000), Koyoma (2003), Preciado (2018), Jesus (2002), Lustosa (2016), Vergueiros (2014) ao questionar a essência dos sujeitos, as concepções de normatividade, o engessamento de experiências identitárias e a possibilidade de visualizar, analisar e contextualizar o campo geral em que estas identidades são construídas. Ao analisarmos as experiências escolares transgêneras, percebemos que as formas de agência apontam para as ambiguidades presentes nas relações sociais, afinal se os rastros homogeneizadores buscavam controlar e apagar determinadas existências também estimulam suas ações, não reduzindo o sujeito a vítima passional neste jogo de poder.