Teorias da Verdade e concepções da linguagem no Crátilo de Platão: aporia e superação

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: CRUZ, Marcílio Bezerra
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
UFPE
Brasil
Programa de Pos Graduacao em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/32606
Resumo: A discussão sobre a correção dos nomes desenvolvida no Crátilo objetiva analisar duas concepções acerca da linguagem utilizadas no tempo de Platão: o Naturalismo e o Convencionalismo linguístico. Por meio do método dialético de perguntas e respostas, Sócrates leva seus dialogantes a perceberem os impasses que ambas as posições acabam desembocando, sobretudo no que diz respeito ao modo como compreendem a verdade e a sua relação com o mundo. Apesar do seu desfecho aparentemente aporético, não há um consenso por parte dos estudiosos acerca do resultado oferecido pelo diálogo, tornando a obra um ambiente favorável para novas e contínuas discussões sobre os temas tratados. Deste modo, ofereceremos, nesta dissertação, uma leitura possível, enfatizando alguns aspectos importantes apresentados ao decorrer de todo o diálogo. Analisaremos a construção histórica dos tipos de discursos que deram origem ao Naturalismo e ao Convencionalismo com o intuito de melhor compreender as críticas oferecidas por Sócrates; já a partir da leitura do Crátilo, discutiremos sobre as semelhanças e diferenças dessas concepções frente aos apontamentos de Sócrates sobre as discussões que serão levantadas ao decorrer do diálogo. O objetivo será demonstrar o valor positivo do diálogo, argumentando em favor de uma possível “teoria platônica da linguagem” que utilizará de alguns aspectos tanto do Naturalismo quanto do Convencionalismo linguístico, mas superando as aporias que elas desembocam. O uso de um demiurgo da linguagem, a aplicação do método dialético na formação e no uso dos nomes, e a mudança do conceito de phýsis indo em direção a certa “transcendência” são os pontos centrais daquilo que acreditamos ser a teoria da linguagem apresentadas por Platão na obra referida.