O efeito das variáveis habilidade de leitura e DPAC sobre o teste de consciência fonológica utilizado no exame do processamento auditivo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2003
Autor(a) principal: Paes Barreto Ribeiro, Geyser
Orientador(a): Roazzi, Antonio
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Pernambuco
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/8706
Resumo: A consciência fonológica (CF), vista como a capacidade de refletir e manipular conscientemente os segmentos sonoros das palavras é uma habilidade muito investigada por lingüístas, psicolingüístas e educadores. Na literatura existente sobre CF observa-se, com freqüência, abordagens que apontam sua relação a habilidade de leitura; entretanto as opiniões divergem no que tange ao status desta relação. Atualmente, na área de fonoaudiologia, tem-se observado um interesse crescente na investigação da relação entre CF e aprendizado de leitura e escrita, isso tem levado pesquisadores a investigar e propor a utilização de testes de CF para fins diagnósticos. Santos e Pereira (1997) realizaram um estudo para avaliar a relação entre o desempenho em um teste de CF e Desordem no Processamento Auditivo (DPA). Entende-se por processamento auditivo a detecção de sons pelas vias auditivas centrais. Crianças com DPA caracterizam-se quase sempre por um impedimento na aprendizagem causada principalmente pela dificuldade em utilizar modo adequado os eventos sonoros que lhes são transmitidos. Os resultados do estudo de Santos e Pereira (1997) apontam para uma possível relação preditiva da CF sobre a DPA. Segundo as autoras, os resultados constituem fortes evidências de que o nível de CF, medido pelo teste, pode indicar a presença da DPA, como tal, o teste proposto seria efetivo para avaliar e treinar o processamento auditivo. Entretanto, o nível de leitura dos participantes não foi levado em consideração. Isto posto, a proposta desse estudo foi investigar até que ponto o nível de CF avaliado neste teste tem uma relação com o aprendizado da leitura das crianças com e sem DPA, tendo como unidade de análise a relação entre a performance no teste proposto por Santos e Pereira (1997) e as variáveis habilidade de leitura e DPA. Para tal, participaram deste estudo 71 crianças de 1º a 4º série do ensino fundamental, alunos de escolas da rede particular de ensino da cidade do Recife, sendo 15 diagnosticadas com DPA e 56 sorteados pela experimentadora após uma prévia seleção, feita pela professora, obedecendo ao seguinte perfil: criança sem história de dificuldade de aprendizagem, reprovação ou queixas relacionadas a audição e linguagem. Todos os participantes realizaram tarefas de leitura e de consciência fonológica. O nível de leitura dos participantes foi avaliado através de tarefas baseadas nos estudos de Harten (1994) e para a avaliação da consciência fonológica foi utilizado o teste proposto por Santos e Pereira (1997). As capacidades intelectuais dos participantes foram controladas através da aplicação dos subtestes do WISC: dígitos e vocabulário. Análises de Regressão Múltiplas com Passos Fixos indicaram que, o efeito preditivo da variável grupo só foi encontrado apenas em uma tarefa, a de rima, depois de se controlar as variáveis WISC e leitura cujos efeitos mostraram-se importantes. Por outro lado, a habilidade de leitura apresentou uma homogeneidade no poder de predição mesmo controlando os efeitos das variáveis idade, WISC e DPA. Tais resultados ressaltam o risco de separar leitura e consciência fonológica na aplicação de instrumento diagnóstico da DPA