Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: |
2010 |
Autor(a) principal: |
Gomes Barbosa, Fernanda |
Orientador(a): |
Fernanda Abrantes Torres, Maria |
Banca de defesa: |
Não Informado pela instituição |
Tipo de documento: |
Dissertação
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Tipo de acesso: |
Acesso aberto |
Idioma: |
por |
Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Pernambuco
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Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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Departamento: |
Não Informado pela instituição
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País: |
Não Informado pela instituição
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Palavras-chave em Português: |
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Link de acesso: |
https://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/6474
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Resumo: |
Localizado na porção sul da cidade do Recife, o Manguezal do Pina tem sido apontado como uma das maiores manchas de manguezal em área urbana do Brasil. Embora já conhecida sua importância sócio-ecológica, este ecossistema vem sofrendo com os usos inadequados como a ocupação desordenada, acúmulo de resíduos sólidos, cortes da vegetação, pesca predatória, além da pressão do setor imobiliário e viário. A fim de avaliar as transformações ocorridas no Manguezal do Pina em relação às áreas ocupadas pelo bosque de mangue e à dinâmica das ocupações urbanas, a presente pesquisa buscou fazer uma análise espaço temporal a partir de imagens de satélite (LANDSAT 5 e 7 TM) dos anos de 1987, 1991 e 2008, utilizando o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). Para efetivar os dados obtidos das imagens foi realizado um estudo de caracterização estrutural e funcional do bosque a partir da metodologia de parcelas múltiplas. A análise da variação espaço temporal mostrou que a área ocupada por vegetação de mangue abrangia 187ha no ano de 1987, com retratação dos seus limites no ano de 1991, passando para 154ha, porém apresentando um aumento em 2008 para 215,9ha. No que se refere às áreas urbanas e solo exposto houve um aumento de 41,81ha no manguezal e seu entorno ao longo das três décadas analisadas. Estes dados estão relacionados a processos desestabilizadores e de regeneração em determinados períodos. Os resultados da caracterização estrutural e funcional sugeriram diferentes mosaicos de paisagens ambientais, onde as espécies não seguiram um padrão de distribuição definido, tendo Laguncularia racemosa (L.) C.F. Gaertn apresentado a maior densidade e dominância relativas, seguida de Rhizophora mangle L. e, em menores proporções, de Avicennia schaueriana Stapf. & Leechman. A análise estrutural indicou valores de densidade de troncos vivos chegando a atingir 2.850ind/ha, porém algumas parcelas apresentaram baixa densidade em função do elevado número de cortes de árvores, como verificado na parcela A2. O presente trabalho demonstrou sua viabilidade para estudos que tratem da dinâmica em áreas de mangue, sendo imprescindível para o manejo, monitoramento e, principalmente, para a conservação destas áreas |